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As mulheres e a sua terrível obsessão pela verdade (que não aguentam)

Uma das características máximas do TEAM do pipi é a terrível obsessão pelo escarafunchanço. Sim, nós mulheres adoramos escarafunchar o presente e desenterrar o passado, seja o nosso, o do nosso homem, ou o da nossa vizinha do lado, que agora até anda simpática, mas que em tempos teve um choque frontal com a prima da vossa melhor amiga,  que "dizem as más línguas" lhe roubou o boy. Pois. 

Nós, "mulheriu",  temos uma estúpida e destrutiva obsessão pela verdade verdadinha, quando nos confins da alma não estamos minimamente preparadas para levar com ela na tromba. "Ahhh mas mais vale uma verdade malina a uma mentira fofinha". Pois que depende dos casos, meus amores.

Há situações em que a verdade-verdadinha só nos vale  desgostos,  e não nos traz coisa nenhuma. É só uma banhada de água gelada corpinho a baixo. 

 

No outro dia, falava com uma amiga que tinha voltado para o namorado e que queria muito saber se o dito cujo tinha "rodado a baiana" durante o período de pousio. 

Isto fez-me reflectir, e concluir o seguinte: 

Quando a nossa relação amorosa dá para o torto e há ali um momento morto, o chamado "dar um tempo" de que é que nos serve tentar saber o que se sucedeu dentro desse  buraco negro?  Os homens querem saber? Com certeza que não.

A pessoa volta, a pessoa segue em frente, a pessoa aprende e chuta  para canto, porque o que importa é o que está para vir, e o que lá vá lá vai.... é assim não é? Só que não!

 

Nós, sedentas de sangue, loucas por escavar terreno,  queremos até saber que é que o desgraçado do homem pensou às 02h45 do 7º dia de interrupção amorosa! E no maior dos erros chegamo-nos logo à linha da frente com a pergunta: E no tempo em que estivemos separados, embrulhaste-te com alguém?"  TAU! 

 

E pomos logo aquele ar suuuper calmo, de gaja compreensiva, serena, que está preparada para ouvir que "ele e a tal vizinha (cuja prima da nossa melhor amiga lhe roubou o boy), se encontraram no Jamaica sexta à noite e que durante  22 minutos fizeram um pouco de amor desprovido de sentimento".  Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh que nervos!  

 

E eles, burros da quinta casa, convencidos de que tudo o que nós queremos é a verdade e nada mais do que a verdade, lá assumem  que sim, que aconteceu MAS que não significou nada. Como se isso interessasse para alguma coisa!!!!

Por essa altura, nós, que até há 5 minutos acreditávamos na reconciliação, já os detestamos para lá do infinito, e desejamos que morram atropelados por um tuc-tuc na calçada do Combro! 

E nisto, aquilo que podia perfeitamente ser um recomeço, transforma-se num fim morto e enterrado, carregadinho de raiva.

Se estivéssemos caladinha, se assumíssemos que esse buraco negro é precisamente isso: um espaço escuro, vazio,  e desprovido de interesse, éramos muito muito mais felizes! E escusávamos de matar a vizinha, claro está. 

 

 

Não estou a dizer que devemos viver na cegueira do amor, aparvalhadas e acomodadas, fingindo que nada acontece. Não é isso. Mas amigas, se querem começar do zero não vão escarafunchar o "menos um". A menos que estejam num estado evolutivo "muito à frente". Que sejam a cara da maturidade! Que tenham a certeza absoluta da resposta que vão ter. Caso contrário, não façam perguntas cuja resposta não estão prontas para ouvir.

E atenção, contra mim falo, que tenho certezinha absoluta que seria a primeira a perguntar!!! 

O que é que se ganha com isso? Nada, a bem dizer. 

 

 

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