Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Natal que vem de dentro.

Quando era ainda miúda, e chegava o mês do Natal, acreditava que todas as casas e todas as festas eram iguais à minha. Que o Natal como eu conhecia (casa cheia, mesa farta, alegria, decorações e chocolates),  acontecia em todas as famílias exactamente da mesma maneira. Espécie fotocopia. 

Sabia que era bom, que era o mês mais bonito do ano, mas nunca medi a sorte que tinha porque na minha cabeça aquilo não era sorte nenhuma...era só normal. Incrível mas normal.

Claro que a idade me mostrou ser uma privilegiada, e não estou a falar de presentes, de fartura, nem nada que se prenda ao dinheiro!  Estou a falar de um Natal que vinha (e vem!) de dentro, de dentro da minha mãe…. principalmente.

A minha mãe que até hoje olha para Dezembro com o deslumbramento de uma criança.  Que vibra com as iluminações, que não tem preguiça de decorar a casa toda, que tem prazer em receber e que diz haver sempre lugar na mesa para mais um. A minha mãe que não deixa nunca que a crise lhe entre pelo coração, mesmo que entre pela porta, como na casa de toda a gente..

 

Hoje, menos miúda e já ‘’dona’’ da minha própria casa, não é tão fácil manter a bitola lá em cima, estar ao nível da progenitora. Porque nos deixamos envolver nos problema(zinhos) do dia-a-dia. Porque já não temos pachorra para os centros comerciais e filas de trânsito. Porque há menos dinheiro para presentes, porque quando nos tornamos adultos complicamos tudo e facilmente perdemos o foco.

Mas tento. Tento sempre. 

E à semelhança de xô dona mãe, também eu me  encho de qualquer coisa, todas as noites, quando acendo as luzes da árvore de natal (perante o resmungo do homem), e sinto um ''plim'' na barriga quando caminho pelas ruas da cidade, cheias de vermelho, de laços e de brilho. 

O Natal está a chegar e de uma forma mais consciente e um bocadinho menos orgânica que a minha mãe, tento vivê-lo com tudo o que tem de bom. Com os Ferrero e os Merci (sem pensar muito no perímetro da anca), com Michael Buble a cantar, e com a certeza de que tenho a maior das sortes! Que o fundamental é mesmo estarmos juntos, numa mesa cheia de coisas boas e regada com a bela da pinga! :)

 

Com a minha sobrinha Mati delirante.. ela que ainda acha que o Natal é igual em todas as casas e que ainda não sabe o segredo mais bem guardado. Que o verdadeiro Natal é aquele que vem de dentro... como quase todas as coisas boas e raras da vida, aliás. 

 

compras-natal1.jpg

 

 

Love*

Elza

2 comentários

Comentar post