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O Post mais lido de sempre. Soooo faaaar.

Será que sentimos mais do que eles...ou somos só mais parvalhonas?

 

Há dias, entre amigas, falava-se de amor. Não de borboletas almareadas pelo estômago, ou de marmelanços safados , mas daquilo que uma gaja pena quando o amor acaba. Ou quando não acaba, mas o outro decide que sim. Aí morre a ''borboletada'' toda, e o estômago transforma-se numa uva passa. E tudo perde a graça por tempo indeterminado. Valho-nos aqueles dois ou três quilos que se vão, e que nos mostram que há sempre uma luz ao fundo do túnel.

Todas já passámos por isto, com mais ou menos intensidade, pelo menos uma vez na vida. E ainda bem! Mas que essa porra dói, lá isso dói. E é preciso fazer das tripas todas coração para voltar à vida. Para sobreviver àquele aperto (que chega mesmo a ser físico) e que amalhofa tudo cá dentro. Que nos faz sentir umas ratazanas encardidas e debotadas. Cinzentonas... por dentro e por fora. É todo um desgosto!

 

A pergunta que me faço é: Será que é mesmo preciso isso tudo? Será que não há uma veia artística qualquer, que só nós temos, e que diláta nestas alturas? Uma queda para o drama...um certo ''prazer'' no afundanço?  Acho cada vez mais que nós mulheres sofremos mais do que os homens. Porque queremos! Que paramos a nossa vida e que a deixamos em stand by porque há ali aquele período a cumprir. Que até fica mal se não vivermos. Mesmo que não seja uma desgraça assim tãaaao grande quanto isso, porque afinal o tipo até era por si só um desgraçado. Mesmo assim, nós mulheres, temos de ir lá ao fundo, ao negro, ao mais húmido e mais bolorento recanto do pequeno órgão vital! Escarafunchamo-nos todas, a bem dizer! 

Uma vez, um amigo disse-me uma coisa que não mais esqueci: ''Vocês mulheres acham sempre que a medida entre amor e sofrimento tem de ser proporcional. Se amaram muito então também têm de sofrer que nem condenadas...caso contrário é como se o amor não tivesse sido assim tão grande, nem tão importante quanto isso. Mas isso é só estúpido''. Ele tem razão. É mesmo só estúpido.

E eu não digo que os homens não estejam ali meia dúzia de dias a bater com a cabeça na parede (ou na cerveja), e que não sintam uma pontada na alma na hora de ir dormir (que é a mais tramada de todas as horas). Eles sentem, com certeza que sim. Mas os homens avançam mais depressa. Protegem-se. Relativizam. Socializam! Nós? Isolamo-nos e lamentamo-nos que nem valentes éguas mancas! Esgatanhamo-nos por dentro. Nós é que somos incapazes de lhes dar um pontapé no cú e despachá-los pela porta (dos fundos) da nossa vida! 

E amámos mais do que eles? Não. Fomos mais felizes? Também não.

Apenas sofremos mais e ficámos ali...a desfazermo-nos em lágrimas...tal qual laranjinhas do Algarve a dar sumo. Só que menos doce. 

 

Love*

Elza 

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