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Porque é que eles são pinga da boa e nós uns verdadeiros abacates?

Uma das coisas que pouco ou nada me apoquenta nesta vida é a ideia de envelhecer. Fisicamente falando, porque ficar ‘’velha taralhoca’’, confesso,  preocupa-me um bocadinho mais. Enfim.

Isto de ficar com rugas, maminhas versão ‘’saquinho de chá’’, ou com cabelos brancos,  não me faz muita mossa, contudo é inevitável pensar que até nisso a natureza beneficiou a homenzarrada em deterimento ''dajamigas''.  (A minha teoria defende que ''A'' natureza é gaja e que como todos sabemos as gajas são ruins umas para as outras).

É que eles envelhecem muito melhor do que nós... e pior, o envelhecer fica-lhes bem, dá-lhes pinta! Um homem com rugas é charmoso da quinta casa, com cabelos brancos a mesma coisa… ‘’ahhhh eles são como o vinho do Porto’’, dizem eles e dizemos nós, esfregando-lhes o ego com a força toda!

E nós? Hum?  Nós somos o quê aos olhos deles? Uns verdadeiros abacates, pois então!!!!! Quando começamos a oxidar vai tudo por aí a baixo! ''Qualquer dia troco-te por duas de 25'', repetem numa ''brincadeira'' que volta e meia bate certo.

Alguma vez ouviram dizer que mulher com barriguinha nem fica mal de todo? Que uma mulher de 30 anos, já com cabelos brancos, é a coisa mais sexy da vida? Pois com certeza que não!

Brincadeiras à parte, acho que isto tem a ver com o facto de nós, mulheres, nos deixarmos encantar por outras coisas que não a beleza.  Um gajo pode até nem ser bonito, pode nem estar todo fit-ó-coiso, mas se for charmoso, experiente, cavalheiro, seguro, inteligente, sedutor… nós apaixonamo-nos da mesmíssima maneira.  Agora eles? Eles são muito mais básicos do que isso.

Se o pacote não for apelativo está tudo estragado! Quantos e quantos homens já me disseram (amigos e namorados) que seriam incapazes de se apaixonar por uma miúda gordinha? Que se uma miúda não for gira nem lhe dão hipótese porque o seu cérebro ''de macho'' não consegue ver para além disso? Ui... tantos! 

É triste mas é verdade. Nós olhamos para eles como garrafas de vinho do Porto, ‘’apuradas’’ pela experiência de vida e pelo charme dos anos! Já eles  vêem-nos como uns autênticos abacates que ‘’passando do ponto’’ é sempre a descer ribanceira a baixo. 

 

Obrigadinha Natureza.... sua sonsa, bandida! 

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