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''(porque) Mulheres arranjadas, sexys e inteligentes não são improváveis… são assustadoras!

Não me acho uma mulher particularmente bonita. E esta é uma daquelas frases que nunca deves dizer. Ainda que sejas realmente feia como um macaco-tromba, não digas. A não ser que queiras passar por falsa modesta, sonsa, e cenas. Fica calada como um rato.

Não me achar uma mulher particularmente bonita não é nada que me tire o sono, ou pior, que me intimide ou diminua, seja em casa, no trabalho, no meu íntimo ou na vida social. Longe disso. Considero-me francamente uma mulher interessante. Uma miúda que resulta enquanto um todo. Que não tem nada de particularmente espectacular, mas que no seu conjunto faz vista. ''Ahhhhh que manienta da quinta casa'', pensam vocês.

Pois pensem o que quiserem. Francamente, isto de termos todos de ser super ''calimeros'' é coisa que me faz espécie, que me irrita um bocadinho até. Não estou a dizer que me sinto uma Cláudia Vieira da vida ou que de quando em vez me confundem com a Tais Araújo na rua. NOT. Estou só a dizer que não me sinto bonita mas que acho interessante... sexy (de vez em quando) até.

Uiiiiii que essa de ‘’te achares sexy’’ é pior ainda! Quando deres por ti estás na presidência do sindicato das ‘’convencidonas-com-mania-até-aos-olhos’’ e nem sabes bem como. É certinho como a chegada da ‘’Casa dos Segredos7’’.

 

 

Resumindo e concluindo: nunca passei por grandes crises de auto-estima. Sempre fui uma miúda ‘’desencanada’’, confiante e vaidosa qb.

Isto para vos dizer o quê? Que toda a vida gostei muito de mim e que tenho a certeza que isso se viu sempre por fora. Que me tornou mais reluzente, e me ajudou muitas vezes a conseguir o que quis. Emprego, por exemplo. 

Contudo,  sem que me tenha bem dado conta, houve ali um momento em que me deixei apagar um bocadinho. Quer dizer, uma pessoa dar conta até dá, mais que não seja por pensar demasiadas vezes ao sair de casa ‘’ai, espero não encontrar ninguém conhecido na rua’’. Isto é um sinal de, mulheres!

Não estamos a falar do desleixo total, de cabelo por lavar nem de camisolas cravadas em nódoas de óleo. Menos. Estamos a falar de um ‘’enfiar qualquer coisa pelo corpinho a baixo'', sem grande animação. Vocês entendem!

Esqueci-me um bocadinho de mim porque o trabalho acumulou, porque não havia tempo para ir ao ginásio, porque andava sempre a correr, tinha pouco dinheiro...mas sobretudo porque esta coisa do ‘’simples e básico'' rapidamente se transforma num desleixo altamente confortável e desinteressante. 

Durante um tempo não me arranjei tanto, não comprei quase nada para mim, e ‘’desinvesti’’ um bocadinho na minha imagem. Sim, nós somos o nosso maior investimento. E o emprego, a falta de tempo, a falta de dinheiro…são tudo desculpas fáceis.

A verdade é que como em tudo na vida, também o ‘’desamor’’ por nós mesmos é uma bola de neve... que ora tem o tamanho de uma ervilha ora parece a barriga do Fernando Mendes (fofinhoooo).  

Há pouco, conversava com uma amiga que me confessava não gostar do que vê ao espelho. Não está mais gorda, não está mais feia…está só menos iluminada, menos enamorada por si. Longe da miúda cheia de pinta e de vida que conheci.

Lembrei-me que já passei pelo mesmo. Que já todas passámos.

São fases, minhas amigas, são fazes. O segredo? Acho que passa um bocadinho por obrigarmo-nos a olhar para nós e a recuperarmo-nos! Resgatarmo-nos do fundo da gaveta. Onde nos colocámos…mal-amanhadas. A não ter medo de nos acharmos giras, sexys e boas.

Sim, sim: sexys e boas!!! Porque não há nenhuma incompatibilidade entre ser gira e inteligente, entre o essencial e o superfluo. Mulheres arranjadas, sexys e inteligentes não são improváveis... são assustadoras!

 

 

Dpois da conversa de hoje, apeteceu-me muito vir conversar convosco. Nem que seja em jeito de ‘’lembrete’’.

Miúdas desta vida: vale mesmo a pena cuidarmos de nós. E não precisamos ser lindas de morrer, tirem isso da cabeça! Percebam que há um ‘’qualquer coisa’’ para além do que se vê, que passa por aquilo que se vê… mas que começa naquilo que se sente. E é aí que mora a beleza.

 

Love*

Elza 

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