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2014- Revelhão- 2015

Não morro particularmente de amores pela noite de passagem de ano. Assim de repente, é  coisa que pouco ou nada me anima, a não ser que me convidassem para engolir as passas e virar o caneco  ali para os lados de Nova York. Aí pronto, já fazia o esforço de me ''empinocar'', pintar o beiço de encarnado e entrar no espírito! 

Não me incluo nesta euforia tresloucada que despe a mulherada na rua (para aí com 30 graus negativos), e que as faz soltar gritinhos histérico, quando o relógio bate as doze, e o calendário dá a volta aos números. 

 

Queridos pais: reparai bem naquilo que as vossas ricas filhas (de treze-catorze anos) vestem, quando saem de casa para a ''inocente festinha de amigas'', supostamente regada a Coca-cola e Sumol de ananás, na última noite do ano. Reparai bem. 

 

E se o forrobodó de revelhão me passa assim um bocadinho ao lado, também há coisas assim absolutamente espectaculares. Refiro-me àquela crença reciclável, que todo o santo ano nos inspira e faz crer que ''ano novo é vida nova''. Não são mudanças que exijam de nós, que nos chateiem muito, ou pelas quais tenhamos de batalhar até à última. Não, são mudanças que ''o ano novo traz'', assim, sem mais nem menos. Não é maravilhoso? Toda a gente acredita, mesmo que apenas durante os primeiros quinze dias de Janeiro, que vai, por milagre da santinha-aleluia, começar a acordar cedo para treinar antes de ir para o trabalho. Perder 15 kg de chicha, ter uma oferta de trabalho incrível, ou despachar aqueles 20 livros que estão há dois anos e meio a ganhar pó na estante, isto em vez de passar as noites a assistir ao ''diário da Casa dos Segredos''. 

 

Esta que vos escreve, e que é tão crente e tão parva quanto os outros, acorda sempre a 31 de Dezembro com esta sensação de ''fim'' que no dia seguinte vira ''começo''. Com o balanço do ano a querer organizar-se na cabeça. Com os meses fotografados.

Hoje, tenho passado o dia nisto: a forçar a memória e a lembrar-me de tudo aquilo que marcou os últimos 365 dias.

E 2014 foi um ano do cacete, pá! Profissionalmente dei o passo que desejei durante muito tempo. Atirei-me a pés juntos e ainda e ainda estou a tentar perceber se estou a aprender a voar , ou a cair vagarosamente, prestes a esborrachar-me no chão! :)  Who cares?! 

Em 2014 conheci dezenas e dezenas de pessoas e percebi duas coisas: que 60% das pessoas não serve para coisíssima nenhuma. Que escolhi a mais linda de todas para ser a minha. A minha pessoa! 

Em 2014  deu-se um incrível fenómeno natural e comecei a gostar de banana... vocês não estão a perceber, eu odiava bananas! Nem podia haver banana na cozinha porque o cheiro me agoniava. ( Desculpem lá se isto vos parece irrelevante, sim? Mas tinha de registar a ocorrência).

 

Em 2014 a minha sobrinha nasceu... e nada no meu pequeno mundo é maior ou melhor do que isso. Nada. 2014 será sempre o ano em que a Matilde nasceu... e consequentemente, o ano em que a Nutella deixou de ser a melhor coisa da vida.

 

Uma boa passagem de ano a todos. Bebam uns copos valentes e entrem no novo ano, não com o pé direito, mas a pés juntos!!! Só assim é que isto vale a pena. Mesmo, mesmo, a pena.

 

Love* Elza 

 

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