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Ou se adora ou se odeia.

É uma das grandes tendências da estação, e é daquelas que não fica ali perdida entre o ''pão e o bolo'' (expressão alentejana, se não conhecem paciência). Esta, ou se morre de amores por ela à primeira ''piscadela de olho'', ou então não tem futuro. Eu, pessoalmente, faço parte do primeiro grupo podendo pertencer ''à vontadinha'' ao grupo das ''brilhantonas-metalizadas-aí-que-não-sei-se-isto-é-pimba-se-é-moda''

Gosto mesmo muito destes dourados, crus, e cinzentos a apontar para o metal. Com brilho, com glamour, mas depois cortados à faca por uns jeans ou uns calções de ganga. Gosto desta mistura, desta arriscado!  

Há dias andava com o homem no c.comercial e mostrei-lhe um vestido do género. Odiou profundamente. Depois fiz o mesmo, mas com uma amiga,e também ela franziu a cara sem ser preciso dizer nada. Percebi assim que realmente há muita gente que não gosta... mas eu, que me estou pouco marimbando para a opinião do mundo, acho lindão e até já ''enfeirei'' uma camisola.

 

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Adoro a saia, mas aqui já é preciso ter dois dedos de testa: sou baixinha. Iria parecer a capinha do ferrero rocher.

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  Comprei esta camisola (a de cima). Acho-a lindona ainda que depois de uma semaninha de praia fique francamente melhor. ouviste sol?

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O vestido que mostrei ao homem e que pensei levar a um casamento meio ''praia'' que tenho este Verão. Depois achei que poderia ser muito ''noiva'' e desisti. 

 

E vocês? Também acham um bocadinho ''rameirote-reluzente'', ou estão comigo?

 

Peças Zara.

 

Love*

Elza

Ele vai...mas volta (assim espero!)

Quando se aproxima o Verão e os ''rebolations'' da vida, o homem, muito discretamente, dá início a uma espécie de processo de abandono do lar. Primeiro são dois dias, depois mais dois. Vai na volta é uma semana, e quando dou por ela passaram semanas. Devasso! 

Mentira, o homem não é um pequeno cafajeste-safadão (pelo menos até onde sei, que isto da homenzarrada nunca fiando), mas tem uma profissão que o obriga a passar mais tempo fora durante todo o Verão. 

Pois que a partir de Maio começa o desassossego e toda a gente me pergunta se ''não custa ficar sozinha?'', ou ''porque não ''fujo'' para casa da minha mãe, em vez de ficar só e abandona ao fim de semana?''.  A verdade, verdadinha, é que esta solidão pequenina me sabe pela vida! Estará isto errado? Acho que não.

 

Eu adoro a minha pessoa mais do que de pão com abacate, ou do que manteiga de amendoim barrada na fruta! Mais até do que de farturas da feira, aquelas cheias de açúcar e canela, quentinhas! Estão a perceber a dimensão? Óptimo. 

Mas também gosto muito dos momentos em que sou só eu. Que a casa é só minha e que posso fazer o que me apetecer sem pensar em mais ninguém. Quando o homem passa dois ou três dias fora aproveito para fazer as minhas coisas! Para dedicar mais tempo às amigas, para pintar as unhas no chão da sala ou para espalhar canecas de chá pela casa, sem que ninguém pergunte ''isso vai ficar aí?''.  Não quer isto dizer que quando o Alexandre está em casa não possa fazer o que me der na real gana, porque posso- Posso e faço! Mas é diferente, não é?

 

Já para não falar que depois, quando volta, parece que gosto (ainda) mais um bocadinho dele. Porque a distância cria ali um bichinho qualquer na barriga. Uma saudade que não chega a ser saudade... que é só uma falta boa! 

 

Gosto destas despedidas curtinhas e desta breve solidão. Por isso mesmo: por ser breve e pequenina... porque tem dia e hora para a acabar. E porque depois de ir, ele volta... Volta sempre. 

 

(E se não voltares mais perdes, sim? Bandido.)

 

Love*

Elza