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Isto aconteceu.

Há coisa de uma semana, estava no balneário do ginásio, a acabar de me arranjar, quando a rapariga da limpeza pára o que está a fazer e fica ali especada a olhar para mim. Ignorei por 3 segundos e depois, claro, perguntei se precisava de alguma coisa!

Muito envergonhada, lá disse que estava a ver os meus produtos de maquilhagem (eram estes de que falei aqui) e que precisava muito de um corretor de olheiras.

Lá lhe expliquei que não uso (se bem que ando a dormir TÃO mal, que na volta vou ter de comprar), mas que a marca KIKO era muito fixe,  que tinha bons preços, e que havia uma mesmo pertinho do gym. ''Pronto, assunto arrumado, goodbye Maria Ivone'', pensei. Quando ia virar costas começa o seguinte diálogo:

 

Ela: Pois, mas sabe que eu sou muito feia. E não gosto de me ver com nada. Nada me fica bem!

 

(A mulher não é feia. Tem para aí  35 anos, raça negra, redondinha, mas não é nenhuma Rata-Toupeira).

 

EU: Ahhh não diga isso!!! Vá à praia, apanhe um sol, e puxe essa auto estima lá para cima. Olhe para mim?  Ainda não tive férias, estou super branquela, também só ''lá vai'' com um pozinho na cara!!! 

 

Ela: Eu não vou à praia. Sou preta, sou gorda, e tenho uma cicatriz na perna. Fica tudo a olhar para mim...

 

(JURO-VOS que isto aconteceu).

 

Eu, sem saber muito bem o que dizer: Não diga disparares! As pessoas na praia não estão a olhar para nós! Nós é que achamos que sim e estamos ali todas encolhidas… as pessoas estão na vida delas e nem querem saber. Puxe essa auto estima para cima. Vá!!!!

 

Ela:  Pois… mas sou feia. E descobri que o meu namorado tinha outra… e um filho com ela!!!! E ainda me sinto pior. Estamos separados há uma semana. 

 

E sempre que eu pensava que tinha acabado, pumbas, mais uma desgraça! Achei então por bem calar a matraca. Sorri, arrumei ''a viola no saco'' e lá fui, a sentir-me uma espécie de Beyonce de Felicidade, e aquela pobre alma uma Rebeca de Reboleira.

Ontem, depois do treino, lá veio ter comigo, muito murcha, dizer que tinha visto o dito cujo com ‘’a outra’’ ( acho que a outra era ELA, mas pronto!) e que era branca... e mais gira! E tudo e tudo e tudo.

 

E lá mandei duas ou três larachas para o ar, voltei a sorrir desajeitadamente e vim a pensar nisto:

Que há gente a quem tudo acontece, é certo, mas que a falta de amor próprio é  um íman poderosíssimo na atracão da desgraças. Porra… se eu estava ali, a bater com a  cabeça nas paredes,  por um qualquer filho da mãe que ainda por cima me tinha enganado! Pior, se eu me sentiria diminuída por uma gaja que mesmo sabendo que o tipo tinha uma amante continua a viver com ele e a ''passear-se'' na rua! 

 

Jamais em tempo algum! 

 

Auto estime, senhores, auto estima!  É o segredo da felicidade? Não é. Mas é meio caminho andado para uma cabeça limpa e uma alminha resolvida. Que não resolve tudo, mas ajuda muito. 

 

Love*

Elza 

 

 

 

É isto.

''Papa livros'', estão por aí? :)

 

 

Como muitos de vocês sabem, tenho muito pouco tempo livre, e o pouco que tenho (ultimamente) passo muito mais a escrever do que a ler. Depois, desde que me amantizei, passei a ler ainda menos, isto porque me transformei numa papa series do pior. Enfim. 

Sinto muita falta de ler, e da paz solitária que é sentar no sofá e por ali ficar, trocando de posição de vez quando,  ficando com formigueiro no braço... e poupando as últimas páginas quando uma história de que gostamos muito se aproxima do fim. 

 

Vou hoje comprar alguns para levar comigo nas férias, não podem ser muito pesados porque os levo na mala de porão, e gostava de saber quais as vossas sugestões! Alguém já leu alguns destes livros? Têm algum mesmo, mesmo, valente para me aconselhar? 

Obrigada, pessoas ! :)
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Love*

Elza 

''Se me pedires em casamento, não me dês um anel! ''

Nunca nesta vida sonhei casar. Nunca. Não é coisa que faça parte dos meus planos, não consigo imaginar-me no papel de noiva, e ainda que possa vir a acontecer será sempre isso, um ''aconteceu'' sem qualquer tipo de idealização ou  síndrome-de-princesa.

Talvez por ter uma ideia muito prática das relações, não tenho uma visão muito romântica do casamento nem acho que signifique assim tanta coisa. Mas pronto, nunca se sabe o dia de amanhã, e se há coisa que (já) sei sobre mim é que mudo de ideias com muita facilidade. E hoje sou louca por azul da mesma maneira que amanhã perco a cabeça pelo amarelo! Nunca fiando.

 

Contudo, volta e meia, o tema ''marriage'' vem à baila, e digo sempre a mesma coisa ao Dom Homem: se algum dia me pedires em casamento NÃO me ofereças um anel. Dá-me antes uma mala (ou carteira, como preferirem chamar-lhe!). E ele diz que não tem jeitinho nenhum, que a tradição não é essa, e eu lá tento explicar-lhe (um bocadinho à bruta), que me estou pouco marimbando para a tradição. Que ele não vai casar com a tradição, nem com as milhentas mulheres que a cumpriram... vai querer casar COMIGO e SÓ COMIGO... e eu adoro malas! Também gosto de anéis,é certo, mas ficaria muito mais feliz se recebesse uma malinha... (até porque tenho o triste vício de roer as unhas e já o estou a ver, de joelhos, a enfiar o bom do anel numa mão toda escavacada -blhac). 

 

Cada vez que digo isto a alguém recebo de volta um olhar esbugalhado, como quem diz ''esta não fecha bem a tampa''. E acho que é por estas coisas que não acho piadinha nenhuma ao santo matrimónio. Porque é sempre, sempre, a mesma coisa. Porque nos quer encafuar a todos no mesmo saco, ainda que sejamos todos diferentes. E se há coisa que eu não gosto é disso... de me sentir encafuada, no meio da molhada.

 

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Meu querido homem: Esta que te escreve, e que dá cor e luz à tua vida, não nasceu para ser ovelha. Nasceu para ser pastora. Uma pastora de mala ao ombro, toda pimpona da vida. 

E é isto. 

 

Love*

Elza 

 

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