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Estou a desaparecer ( e não, não estou mais magra!)

Nisto de querer viver uma vida um bocadinho mais ''bagunçada''  no campo das tradições e dos bons costumes, nunca senti que de alguma forma me fosse impingido o papel de ''ovelha negra'' da família.

Sempre achei que à luz dos lindos olhos da minha santa avó, os netos fossem todos igualinhos... quer dizer, com o meu irmão dois dedinhos a cima, ali a querer ultrapassar as restantes herdeiras mesmo à má fila. Há que dar um desconto, é a única pilinha no meio de tanto pipi aos saltos, e isso é claramente uma vantagem. Não faz diferença no ''grosso das questões'',  mas nos pequenos detalhes (que todos fingimos ignorar), sentem-se os tais ''dois dedinhos''.

Por exemplo, sempre que chegamos ao Alentejo e abrimos a porta do quintal,  somos  toooodos bem recebidos, maravilhosamente recebidos, mas quando o meu irmão abre a porta e grita ''avó'', a resposta é sempre a mesma:  ''ahhhhh, chegou o sol''. E pronto, posto isto penso que nada mais há a dizer. O SOL, então a perceber? Não é um planeta incrível, porém no meio de outros tantos. Não é uma estrela, mesmo que a mais brilhantona delas todas, um cometa ou um meteorito perdido no universo. Não... é O SOL. O centro do sistema SOLAR... O SOL. Percebem?

Tirando essa pequena preferência (da qual não se pode falar porque a xô-dona-avó vai-se logo aos arames), senti-nos sempre ali em pé de igualdade, praticamente vizinhos numa urbanização (de luxo) afectiva. 

 

Pois que na minha última visita a terras alentejanas,  estava em casa da avozinha, à espera que terminasse a minha sopa de peixe, quando por acaso do destino  começo a olhar para as molduras, que se acumulam em cima da lareira como os potes de cinzas numa família asiática. Ele é casamento da neta mais velha, casamento do meu irmão, casamento da sobrinha mais nova... baptizado das criancinhas produzidas pelos respectivos casais...fotos varias das mesmas criancinhas a rir, a chorar, a babar, com dentes, sem dentes... enfim.... a prata da casa!

Naturalmente comecei ''à minha procura'' e eis que me encontro numa mini, mini moldura, nas traseiras das traseiras,  para aí com 6 anos, exibindo um vestido vermelho a modos que medonho! E pronto, é  este o meu presente nível de protagonismo familiar.  PIOR, a dita micro moldura estava meio desmaiada, caída para trás, e tenho cá para mim que a ocorrência se deu há para aí 4 meses e meio. Nunca ninguém reparou. Afinal, quem olha para as catacumbas da sala, para a miúda de vestido horripilante, se antes de lá chegar passa por 4 vestidos de noiva e meia dúzia de putos desdentados? Ninguém, com certeza. 

 

Sinto que perdi o protagonismo, e que aos poucos vou sendo empurrada pelos acontecimentos recentes que marcam a família. 

Que o SOL é O SOL, já sei há muito tempo. Agora com o meu progressivo desaparecimento do parapeito da lareira...bom, com isso acho que não sei lidar. 

 

 

Love*

Elza 

A pipoca sem gordurança


Alô, pessoas! 
Primeiro deixem-me pedir-vos desculpa pela escassa afluência de matéria prima por estas bandas, mas tenho andado a apagar outros fogos, já que está tudo de perna estendida ao sol, a gozar férias looonge do escritório, e a enviar email gerais começados por ''fui'' , e terminados com ''regresso a...até loguinho''. E como sempre, quem fica  que se aguente, e que carregue a carroça, mesmo correndo o risco de desenvolver uma hérnia nas cruzes... tá certo! (Isto é tudo a inveja a falar). 
 
Enfim..
 
ontem publiquei uma foto no INSTAGRAM...
 
 

popcorn.JPG

exibindo o meu frasquinho fofi-fofi, cheio de pipocas, e disse-vos que iria ser o meu lanche, aqui no escritório. E foi! Basicamente, esta pessoa que vos escreve resiste a quase todos os pecados gastronómicos da vida. Gelados de caramelo salgado, fondue de chocolate negro, arroz doce da senhora dona mãe (às vezes!), mas não me ponham pipocas à frente que eu perco o tino!  Acho que não há nada no mundo ''das porcarias boas'' que se compare a uma boa pipoca, e se há então não me digam porque eu não quero saber. 

Quando vou ao cinema, despacho o pacote das pipocas durante aquelas publicidades que duram dois quartos de hora... quando o filme começa já só há três ou quatro bolinhas de milho nas profundezas do ''pote''. 
Escusado será dizer que caso fosse, toooda eu, uma Sara Sampaio, marchavam pacotinhos uns atrás dos outros. Salgadas, doces, mistas...tudo. 
 
Ultimamente tenho lido que a pipoca não é assim tão promiscua quanto querem pintá-la. Que a má fama é apenas isso, e que venceu o prémio de ''snack do ano'' numa qualquer categoria de vida saudável e ''fito-coiso''. Tau. Contudo, não é naturalmente às pipocas caramelizadas, docinhas, ou carregadas de sal que os senhores do fitness se referem.... pois com certeza que não. Estamos a falar de uma alternativa saudável, sem gorduranças nem nada que lhes valha, e que assim de repente parece um grande aborrecimento. Só que descobri que não é! 
 
Na outra noite, estava no sofá a ver o ''Como eu era antes de ti'', e no meio de tanta desgraceira resolvi aconchegar o pequeno órgão vital numa pipoquinha... fui à cozinha, coloquei uma colher de sopa de óleo de coco na panela, milho a olho...tampa para cima, e nem um minuto depois ''fez-se o chocapic''. Que alegriaaaa.
Nunca na vida tinha feito pipocas e achei aquilo assim uma espécie de milagre da Santinha. Tudo aos saltos ! 
Coloquei-as numa cena de vidro, um bocadinho (pouco) de sal só mesmo para dar um ar... e pumbas, deliciosas!
Regalei-me, como diria a avó Natércia, e ainda trouxe para o trabalho. 
 
Se são tãooo inacreditavelmente orgasmicas como as ''originais''? Não são.
Mas matam muito bem a vontade e não nos fazem nem metade do mal que as outras fazem. No cinema  que nos desgracemos, em casinha sejamos um bocadinho mais comportadas :) É o segredo.
 
PS. Reparei agora na expressão que usei ''apagar outros fogos'', e pode ter parecido aos olhos dos meus leitores maliciosos que estava a fazer piada infeliz... não estava. É uma expressão que uso muito, não muito adequada à actual conjuntura. 
 
Bombeiros deste país malino.. sois os maiores! 
 
É só.
 
Love*
Elza

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