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Calças cropped - A coisinha mais confortável que enfiei pelas pernas (salvo seja!)

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4530205687_2_1_1.jpg Muitas vezes, quando andamos nas compras, o homem reclama que uso quase sempre roupa muito larga. Que sou uma moça bem feitinha (modéstia à parte), mas que pareço sempre mais redondinha porque uso roupas que ''abafam'' as formas assim de um modo geral. E eu lá tento explicar que nunca gostei de me sentir enchouriçada, que prefiro sempre roupas leves, soltas, e frescas, que até acho mais sexy e menos óbvio... que é uma questão de gosto pessoal e que se me quer ver as ''curvas'' que abra os olhinhos, já que ando sempre em casa '' de em pelão''. (Sim, acho que já todos os vizinhos do prédio da frente me devem ter visto de soutien e cuecas). 

Isto para vos dizer que das minhas paixões ''largo,leve, e confortável'',  a maior e mais assolapada (desta vez, porque mudo de paixão com relativa frequência), é mesmo esta: Calças Cropped, que não são mais do que calças ''assim à meia canela'', largas, e geralmente de elástico. 

Há dias comprei estas (mentira, foi o homem que ofereceu, porque mesmo não concordando respeita a minha essência), e são a coisinha mais confortável que vesti nos últimos tempos. 

A sério, parece que ando de pijama, mas com muuuito mais pinta. Como são meio brilhantes, visto com camisolas mais discretas... (como na foto a baixo). 

 

 

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 Acho que vou mesmo aderir ''à moda'',  com muita pena do meu respectivo, que adora um bom rabo numa bela calça justa. Paciência.

 Love*

Elza 

Ainda sobre ''isto aconteceu''.

Bom dia, gente! :) 

Este fim de semana estive fora, e como tal não passei sequer os olhinhos pelo blog. Publiquei nas redes sociais (mais AQUI), e desliguei. Porquê? Porque  a minha sobrinha-amada-adorada entre outras coisas acabadas em ‘’ada’’, fez dois aninhos no Domingo e assim de repente podia explodir meio mundo que não estaria ‘’nem aí. O amor é uma cena do caraças, não é?

Enfim.

Dizia que não vinha ao estaminé desde sexta-feira e que hoje, quando abri a pasta de comentários, bati de frente com uns quantos que me pareceram MUITO relativamente aparvalhados,  a respeito deste post, 

Primeiro pensei responder a cada um, como faço sempre, mas depois achei uma perda de tempo e resolvi despachar tudo aqui, numa cajadada só. 

 

Ora bem.

Quando vos contei isto, aquilo que me passou pela marmita foi escrever um post sobre a importância da auto estima/ confiança na vida das pessoas.TODAS as pessoas. QUALQUER pessoa!

Na forma como aquilo que nos acontece, e que não depende de nós, pode (ou não) ser vivido, sentido e relativizado consoante o grau de amor próprio de cada um. O nível de auto valorização. Entendem?

Pensei que teria sido clara, e que ninguém iria interpretar as minhas palavras como menosprezo por aquela mulher que claramente precisava de desabafar com alguém. Mas aquela mulher é apenas a personificação de muita gente que por aí anda. Aquilo que me interessava era ‘’explorar’’ o ângulo do ‘’bora lá gostar mais de nós e borrifarmo-nos na opinião alheia, que muitas vezes só nos quer atirar valeta a baixo!’’ . Não era a vida da senhora! 

Se lhe dei algum apoio? Se estive um bocadinho à conversa com ela a tentar puxá-la cá para cima? Estive. Aliás, tenho vindo a fazê-lo, todos os dias, quando nos cruzamos no balneário. Mas a minha ‘’boa samaritanice’ não era o tema da conversa, aliás, se tivesse sido, teriam pegado por ai e dito ‘’que estava a aproveitar a desgraça dos outros para me exibir e mostrar que sou a mais ''fofitxa'' do pedaço''. 

 

Ah, e quando mencionei que me me senti a ''Beyoncé da felicidade'' perto da ''Rebeca da Reboleia'', o que quis dizer, dentro do meu jeito sarcástico que quem me lê já conhece, é que quando nos deparamos com a história dos outros é que damos valor à vida que temos, é que percebemos que há realmente gente com muito pouca sorte, com vidas fodidas para xuxu. Só.

 

Por fim, e porque não quero dar mais importância a isto, houve quem me dissesse que desprezei (desprezei?) a senhora porque ''a senhora é pobre''. 

Primeiro, alguém lhe viu a conta? Acho que não.

Depois, e aqui é que o queixo me cai no chão, acham MESMO que só as pobretanas é que têm problemas de auto-estima? Que as ricalhaças não se encolhem na praia quando se sentem mais gordinhas? PIOR, que não são igualmente ''encornadas'' e que não passam as passinhas todas do Algarve, como as outras todas?

Pois eu cá acho que passam, e que isto não tem nadinha a ver com dinheiro ou com falta dele. Tem a ver com uma postura na vida que nos coloca, ou não, em primeiro lugar. Não aos olhos dos outros... mas ao espelho! Que nos espeta lá em cima, muito a cima dos olhar depreciativos dos outros e muito, muito, antes dos bandidos que nos aparecem na vida e que nos roubam a crença no mais belo amor. A crença em nós próprias. 

 

Este texto não era sobre mim, sobre a minha solidariedade, sobre status, ou sobre ser ou não ser ''tiazoca''.

Este texto era sobre pessoas que precisam de gostar mais de si. Só isso. 

 

Assunto arrumado.

 

 

Love*

Elz a