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Estamos a 8 de Agosto... e ainda não fiz praia!

É um fenómeno jamais experiênciado pela minha humilde pessoa. Este ano, estamos já com os dois pés em Agosto, e eu ainda não toquei com a pontinha do dedo gordo na areia. Mentira, já toquei, mas ainda não fiz praia. Nem pouco, nem muito, nem nada. Rien de Rien! 

Francamente não posso dizer que ande muito preocupada, até porque daqui a 20 dias vou de férias para um destino à beira mal plantado e vou ter tempo para torrar um bocadinho (só mesmo um bocadinho porque não tenho grande pachorra para estar em modo croquete). O que me aborrece é a pergunta que se repete todos os dias no escritório e fora dele: ''Mas tu estás tão branca...não vais à praia?''. Lá explico que ainda não fui, e finjo assim um ar um bocadinho calimero, porque fica bem e porque  não me apetece explicar que não ando lá muito  virada para o torranço este ano! ''Não tenho tido tempo'', remato. 

Tenho tempo, o que não tenho é paciência para me enfiar em filas intermináveis, e depois procurar estacionamento, e acabar a lutar por 50cm de areal onde possa estender a toalha sem que o senhor deitado no ''lote'' a cima me enfie o pé na boca, ou que a criancinha do lado me fure o tímpano esquerdo enquanto berra e chora e grita reivindicando a bola de Berlim prometida, horas antes, caso se portasse bem! 

 

Não é para mim. Confesso que o meu conceito de descanso passa cada vez menos pela integração na ''manada de Domingo'' e mais pelo Brunch (caseiro ou não) seguido de esplanada descansada, ou de ''coma induzido no sofa '' regado a filmes e series. 

Gosto muito do ambiente de praia... mas gosto cada vez menos de me estender ao sol horas a fio... será da idade? Será uma fase? Não sei. Mas sei que tenho um casamento dia 27 deste mês, que vou de rosa pastel, e temo parecer uma lula albina no meio de toda uma equipa de macacos africanos! 

 

Talvez seja melhor planear uma praia(zinha) no próximo fim de semana. Ou despir-me no terraço, no desespero. 

 

Love

Elza 

E não viu você o de ''senhora minha mãe''

Ontem, quando cheguei a casa após um fim de semana delicioso, abri a caixa de mensagens do blogue, e estive a ler as novidades do ''estaminé''. Publiquei esta imagem

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 Com a seguinte legenda:

 

«Venho por este meio dedicar a mais profunda e sentida foto à leitora que semanalmente me envia mensagem no facebook a sugerir muito simpaticamente #NOT que opere o nariz já que, segundo ela, " é grosseiro e batatudo". Pois que nunca, jamais, tal coisa me havia passado pelo sentido, mas estou hoje tentada a enviar um pedido de ajuda para o ''Você na TV.'' Sim porque narizes à borla só mesmo as "blogueiras" à séria.»

 

Confesso que me arrependi um bocadinho de ter escrito, até porque responder a estas coisas é dar de comer ao disparate, e encher a pança (que é como quem diz o ego) aos infelizes que se dedicam ao ''azucrinamento'' profissional do juízo alheio. Uma profissão que está a dar, segundo sei.

Depois de duas ou três semanas a eliminar os comentários estilo ''és bonita mas tens um nariz horrível'', ''que nariz grosseiro, estraga tudo'', entre outros... ontem não resisti a responder. 

É verdade que o nariz não é propriamente o meu ''ponto forte'', e que efectivamente não podemos apelidá-lo de bonito. Mas também não podemos dizer que seja uma aberração, porque não é! E que fosse, nada justifica estas mensagens merdosas.

O engraçado é que não há vez que não se fale em herança genética que eu não manifeste a minha eterna gratidão a Deus nosso senhor por não me ter ''empontado'' o nariz de senhora minha mãe (esse sim redondo e batatudo), ou o do meu rico pai, que não é ''gordo'' mas antes super pontiagudo! Nasci ali num meio termo aceitável... pensava eu!!! Afinal, segundo a minha querida leitora, não se aguenta! Acredito que, caso não tome as devidas providências, ela mesma acabe por ligar ao Dr. Ângelo Rebelo a expor o caso.. 

 

E pronto, andava eu aqui a pensar que era uma sortuda por andar ali no meio, entre pai e mãe, sem grandes exageros...com um nariz que não dá pena nem paixão e afinal... pimbas. 

 

Obrigada querida, atenta e aparentemente (in)sensível, leitora. Conseguiu que passasse 2 quartos de segundo de frente para o espelho a pensar no assunto. E cheguei à conclusão que a xô dona Amália é que tinha razão: ''No meio da cara tem por força que ver''. Com muita pena sua. Eu sei. 

 

Love*

Elza