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Porque é que as mulheres são tão cabras umas para as outras?

 

 

É esta a pergunta que me faz frente há uma remessa de anos. Desde aquela fase de escola, em que ainda somos tenrinhas ( pouco devemos à matreirice), e achamos que as amigas de carteira são as nossas fieis guardiãs.  Que furariam um olho por nós, se preciso fosse!  Altura em que fazemos pactos de cumplicidade eterna entre outras patetices.

Depois crescemos, e vai-se a ver não é nada disso. E as nossas melhores amigas são (quase) todas umas grandes sonsas que não valem uma larva vesga!!! Um caracol lesionado. Zero.
Lembro-me perfeitamente de ter uns doze-treze anos e de acordar com uma suposta grande amiga que, um dia, casaríamos com dois irmãos. Gémeos, se possível, para que não houvesse cá invejas nem sentimentos de disputa.  Assim nunca nos separaríamos e seriamos família para todo o sempre. Para o infinito e mais além!!!! Muito lindo, não é? Ahahaha
Ora não é preciso ser bruxo para imaginar que a amizade eterna e inabalável foi-se em menos de um farelo! 
Hoje, não só não somos compinchas, como se passarmos uma pela outra nem bom dia dizemos ( há pessoas que quanto mais longe, melhor).
E acabou-se assim, entre muitas desilusões e cacetadas, a minha ingenuidade no que toca ao gajedo! Sim, há AMIGAS do coração, mas a maioria das mulheres com quem lidamos no dia-a-dia são umas verdadeiras cabritinhas. 


Na Terça-feira , depois de um dia daqueles, enquanto me arrastava pelas ruas da vida ( tipo velha dos pombos no Sozinho em Casa),  lembrei-me que não tinha uma ervilha congelada para comer em casa. Que o meu frigorífico estava tipo '' cofre de estado''.

Com o mundo às costas, lá fui num saltinho ao supermercado comprar ovos, iogurte e bananas, só mesmo para desenrascar o jantar e o pequeno almoço do dia seguinte.
Quando cheguei à caixa, enfiei-me na primeira que apareceu e que, apesar de vazia, era uma caixa prioritária. Estava a passar as coisas pelo tapete, quando um casal se colocou atrás de mim. Estava tão cansada, tão moída, com tanta dor de cabeça, que nem dei por eles....Quer dizer, o gajo era saudável até dizer chega ( com certeza tinha as vacinas todas em dia) e talvez por isso me passou completamente ao lado o facto da piquena dona esposa estar grávida. 
Quando percebi, já era tarde! Faltava-me apenas pagar. Pedi desculpa, disse que não tinha visto e que, se quisesse, podia passar à minha frente, que esperaria e fecharia a minha conta no fim! A rapariga, simpática e ainda não muito barriguda, disse que não havia problema nenhum, que não tinha pressa e que estava bem! 
Pronto, tudo muito cordial, tudo muito certinho e na santa paz do senhor... até que a songa-monga da empregada de caixa se sai com esta pérola '' Vá,  a senhora está grávida, não está doente. Ela que espere que não lhe cai a criança pelas pernas a baixo''.  JURO pela minha rica saúde que isto aconteceu, e que fico em nervos só de escrever.
Aquela caixa era prioritária ( e mesmo que não fosse). 

Estive a ''isto'' de lhe espetar uma patada na boca, de lhe enfiar o multibanco pela goela a baixo! Mas não. Não vale sequer a pena. Estava demasiado cansada. Detesto barracada! 
Olhei apenas para a menina-dona-grávida e sorri. 
E assim me questiono... mais uma vez: Afinal, porque são as gajas são cabras umas para as outras? Não sei. 
Mas sei que se tivesse um ''pai da criança'' igual àquela, estava-me pouco marimbando para aquela atrasada mental. Oh se estava.

 

 

Puf. Gajas.

 

Posso já reclamar a minha parte da herança? É coisa pouca, vó.

Se há parte deste corpitxo que Deus me deu que NUNCA, em tempo algum descuidei, foi os dentes. Eu sou aquela pessoa que bate o olho no individuo e manca logo o dente! Que não aguenta aquela camadinha básica de ''surrapa'', que muita gente tem ali junto à gengiva, e que claramente é falta de escova (às vezes pode ser um problema qualquer, vá, mas na maioria dos casos é mesmo badalhoquice). 

E não sou propriamente a miss tridente, nem tenho o ''teclado'' maí lindos do pedaço, mas também não me posso queixar!  Isto graças a quase quatro anos de aparelho ( e olhem que naquela altura não era fixe ter boquinha de arame farpado), e muita esfrega toooodo o santo dia. 

Assim sendo, à parte do aparelho (que a minha mãe pagou, e que por isso não conta), nunca gastei muito dinheiro em dentistas, e as minhas consultas resumem-se sempre a limpezas e destartarizações... ou melhor, resumiam-se! 

 

Isto porque, há coisa de dois meses, comecei a sentir uma pressão manhosa no maxilar inferior. Que começou a aumentar, a inchar, a magoar... e quando já sentia uma pequena bola saltitona no interior da boca, resolvi ir ao dentista... certa de que seria qualquer coisa parecida ao que aconteceu a uma amiga nos tempos de escola:  descobriu um chocapic INTEIRO, entre os dentes, numa consulta chamada ‘’sinto ali uma pressão entre os dentes de trás’’. MEDO.

Enfim,  lá fui. E senhores, que nem vos digo, nem vos conto. Sai de lá com a alminha em prantos. Pois bem, o que a pessoa tem é tão somente uma infecção grave e merdosa (que por não doer nunca foi detectada)  na raiz do dente X, que apanhou o Y, e quase que chega ao Z…  que assim de repente exige desvitalização/ tratamento, e tantas outras coisas acabadas em ‘’ento’’ tipo ‘’empobrecimento’’!

Porra que tratar dos dentes em Portugal custa os olhinhos da cara, e mais um rim!  Não se aguenta.

 

Ora pensem comigo: de que é que uma gaja precisa ao regressar de viagem, tesa que nem um carapau? De uma centenas de euros despejadas na conta do dentista, pois então! E ainda perguntei à xôdotora se dava para me fingir de morta, já que não tenho dores nenhumas, apenas inchaço. E ela diz que sim, que dá perfeitamente… Assim como mais tarde, infectada até aos ossos, dá para arrancar a cramalheira toda e correr a boca toda a implantes. E apeteceu-me muito chorar, pedir que arranque esta merda toda, sim,  mas  que em vez de implantes despachamos a conversa com uma placa removível!! (Só que depois lembrei-me da primeira vez que, por acidente, vi a minha rica avó tirar os dentes na casa de banho, e do choque que senti ao perceber que ‘’eram a fingir''. Desisti da ideia). 

 

Resumindo e concluindo: estamos em modo ''depenada'', mas continuamos na luta! Certas de que tudo vai passar e de que não tarda muito estou novamente de rabinho sentado num avião, pronta a partir para as Américas da vida. Quando?  Não faço ideia... mas isso agora também não interessa nada.. 

 

 

Contudo, avozinha, quando fizeres testamento, deixa-me os dentes, sim? Pelo sim, pelo não, só mesmo por cautela. 

 

Love*

Elza 

 

 

 

A dar tudo no brinco grandalhão! (isto é post de miúda, desculpem-me os senhores!)

Quando era adolescente, em tempos que (não sei bem como!) já lá vão, era completamente apaixonada por brincos grandes, diferentes e espalhafatosos. Tinha dezenas de pares...aliás, em casa dos progenitores, no meu antigo quarto, há ainda na parede um daqueles calendários chineses, com imensos pendurados. É uma óptima dica de arrumação, meninas

 

Enfim, dizia que quando era miúda adorava brincos, e que depois passou-me. Como quase sempre me acontece, já que sou uma moçoila de paixões assolapadas. Que quer muito, muito, muito, para lá de desesperadamente, e que depois encosta a um canto. E antes que venha daí, lançado, o gang dos ''anti-betos'', que vá-se lá saber porquê decidiram que eu sou uma dondoca-ricalhona, deixem-me que vos diga que não é mimo nem falta de saber ''o que ele custa a ganhar''. Nada disso. É feitio. Sou assim com a música, com os livros... com tudo. Quando gosto ''consumo'' até enjoar! 

Lembro-me sempre de ouvir senhora dona mãe dizer ''ai filha, se fores com os homens como és com as coisas...coitadinhos''. Ahahaha és a maior mãe! <3  

Dizia que já fui muito enamorada por brincos e que de há meses para cá  voltei a usar com mais frequência,  e a comprar modelos diferentes. Já falámos disso AQUI

Há semanas, andava pelos Blogues da vida, e esbarrei na colecção da Virginia Moretti. Babei!!! 

São modelos um bocadinho fora da caixa (não apenas brincos mas tudo o que é biju)...e  confesso-me rendida, de joelhos, quase, quase a perder o amor aos portes de envio (que são mais caros do que as próprias peças), e a mandar vir dois ou três. <3 

Ora vejam lá:

 

 

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 Estes pretos são uma elegância ''só''.

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Opá, e os unicórnios? Ahahahaha. Não se aguenta! 

Eu sei, eu sei, não têm nada a ver comigo, que geralmente prefiro coisas mais discretas. Mas, então... deu-me para a extravagância, o que é que querem?

 

Love 

Elza 

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