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A eterna questão....

A propósito deste post, o Hugo, homem extremo bom gosto e com clara tendência para escolhas  de leitura inteligentes, deixou-me um comentário simpático, porém (sentindo-se ofendido perante a implícita crítica ao ‘’demorado coco masculino'') , levantou a eterna e repetida questão: afinal, porque é que as mulheres vão juntas à casa de banho?  Foi assim uma espécie de ‘’nós demoramos a deitar tudo cá para fora, e vocês, suas sonsas, que vão todas juntinhas enfiar-se nas casas de banho públicas?’’.         

 

Caro Hugo, e restante homem(zarrada): não se apoquentem mais com esse assunto menor. A resposta é simples e rápida, acabando-se já aqui o mistério em três paulitadas.

 

Basicamente, nós mulheres, vamos juntas à casa de banho para dizer tudo aquilo que não pode ser pronunciado em público.

Vamos imaginar um jantar de amigos:  toda a gente vai, todos levam as respectivas e respectivos, todos convivem, comem e bebem, entre brindes, pão com manteiga e gargalhadas. Só que nós, mulheres, safadonas por natureza, nunca dizemos tuuudoooo o que nos passa pela cabeça ao longo da noite, ali, na amena cavaqueira. Ah pensavam que sim? Pois, desenganem-se. Seja pelo comentário que o ‘’Zé Manel’’ fez à chegada, e que não caiu bem a ninguém, seja pelo decota da ‘’Francisca Isabel’’ que desde que se separou está a pôr a carne toda no assador (assim mesmo à descarada), seja pela nova namorada daquele amigo que volta e meia apresenta ''uma nova'' ao grupo, ou mesmo só para partilhar aquela mensagem que recebemos há meia hora, que queremos muito que a amiga veja, para nos dar opinião sobre fulano/ beltrano... não interessa. Publicamente fazemos o nosso papel, conversamos, coiso e tal pardais ao ninho… mas depois, quando queremos MESMO conversar, damos um pulinho à casa de banho… entendem? É tipo o ‘’bora ali fumar um cigarrinho à rua’’, estão a ver?

 

Pois, é só isto. Ou, em ultima instância, recorrendo a uma explicação muito menos gira porém igualmente válida, porque precisamos que alguém nos segure no casaco/ na mala, enquanto fazemos o nosso xixi, de cócaras, rezando para que o nosso sagrado traseiro não toque nas loiças rançosas das casas de banho da vida…. ( ahhhhhh, e quando o xixi nunca mais acaba, e até nos temem as perninhas? É nessa altura que sinto a falta de ginásio/agachamentos Estou uma avó). 

 

Bom, está explicado.

 

 

Love*

 

Elza

 

 

 

Não leiam isto. A sério, não vale a pena. (Mas se lerem esclareçam-me, sim?)

Se um destes dias inventassem o ‘’Campeonato Nacional dos Pensamentos Inúteis’’ eu limpava o primeiro lugar com a maior das pintarolas!

Juro, no que toca a perder tempo em torno de teorias que não interessam nem ao menino Jesus, ninguém me chega aos calcanhares.

É que esta cabecinha santa tem assim uma estranha capacidade de perder tempo debruçando-se sobre temáticas que giram em torno da morte da bezerra… que não conduzem a lado nenhum nem contribuem para coisa nenhuma.

 

Posto isto, uma das coisas que não raras vezes me passa pela cabeça, e que muito me apoquenta é: porque é que algumas pessoas, especialmente aquelas que têm pilinha, levam tanto tempo na casa de banho a fazer cocó? Não, a sério... O que é que elas ficam a fazer na sanita para aí 3 quartos de hora?

 

No meu mundo a coisa processa-se muito rapidamente, num ritual composto por três simples e inalteráveis etapas:

 

  • A pessoa recebe um sinal do seu ''eu interior', mais ou menos intenso dependendo, claro está, do feitiozinho intestinal de cada um.
  • A pessoa dirige-se à casa de banho silenciosamente (sim, porque não há pachorra para aquelas pessoas que saem da sala e dizer ‘’vou só ali fazer cocó’’).
  • A pessoa senta-se e deita o pequeno ''Chanel'' cá para fora.

 

Pronto! Fim de história. Tudo lavadinho, calcinhas para cima e siga!

 

Agora expliquem-me lá como é que há gente que fica três quartos de hora na casa de banho? A fazer o quê?!

 

Não percebo.  

 

O Natal que vem de dentro.

Quando era ainda miúda, e chegava o mês do Natal, acreditava que todas as casas e todas as festas eram iguais à minha. Que o Natal como eu conhecia (casa cheia, mesa farta, alegria, decorações e chocolates),  acontecia em todas as famílias exactamente da mesma maneira. Espécie fotocopia. 

Sabia que era bom, que era o mês mais bonito do ano, mas nunca medi a sorte que tinha porque na minha cabeça aquilo não era sorte nenhuma...era só normal. Incrível mas normal.

Claro que a idade me mostrou ser uma privilegiada, e não estou a falar de presentes, de fartura, nem nada que se prenda ao dinheiro!  Estou a falar de um Natal que vinha (e vem!) de dentro, de dentro da minha mãe…. principalmente.

A minha mãe que até hoje olha para Dezembro com o deslumbramento de uma criança.  Que vibra com as iluminações, que não tem preguiça de decorar a casa toda, que tem prazer em receber e que diz haver sempre lugar na mesa para mais um. A minha mãe que não deixa nunca que a crise lhe entre pelo coração, mesmo que entre pela porta, como na casa de toda a gente..

 

Hoje, menos miúda e já ‘’dona’’ da minha própria casa, não é tão fácil manter a bitola lá em cima, estar ao nível da progenitora. Porque nos deixamos envolver nos problema(zinhos) do dia-a-dia. Porque já não temos pachorra para os centros comerciais e filas de trânsito. Porque há menos dinheiro para presentes, porque quando nos tornamos adultos complicamos tudo e facilmente perdemos o foco.

Mas tento. Tento sempre. 

E à semelhança de xô dona mãe, também eu me  encho de qualquer coisa, todas as noites, quando acendo as luzes da árvore de natal (perante o resmungo do homem), e sinto um ''plim'' na barriga quando caminho pelas ruas da cidade, cheias de vermelho, de laços e de brilho. 

O Natal está a chegar e de uma forma mais consciente e um bocadinho menos orgânica que a minha mãe, tento vivê-lo com tudo o que tem de bom. Com os Ferrero e os Merci (sem pensar muito no perímetro da anca), com Michael Buble a cantar, e com a certeza de que tenho a maior das sortes! Que o fundamental é mesmo estarmos juntos, numa mesa cheia de coisas boas e regada com a bela da pinga! :)

 

Com a minha sobrinha Mati delirante.. ela que ainda acha que o Natal é igual em todas as casas e que ainda não sabe o segredo mais bem guardado. Que o verdadeiro Natal é aquele que vem de dentro... como quase todas as coisas boas e raras da vida, aliás. 

 

compras-natal1.jpg

 

 

Love*

Elza