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2017, faz-te à pista.

Como muitos de vocês já sabem, eu não morro propriamente de amores pela noite de passagem de ano. Assim de repente, é coisa que pouco ou nada me anima (apesar deste ano ter sido bem giro!), a não ser que me convidem a engolir 12 passas e virar uns canecos ali para os lados de Time Square. Aí pronto, a pessoa faz um esforço, pinta o beiço de vermelho, e entrega-se ao forrobodó revelhonico de bom grado!

 

Não me encaixo nesta euforia tresloucada que despe a mulherada na rua (lembro-me de ser miúda e de ver tudo despido na praia da Oura, em Albufeira, para aí com 30 graus negativos), e que faz o mundo rejubilar de alegria quando o relógio bate as doze, e o calendário dá a volta aos números. 

Porém, este ano tive jantarada de amigos bem catita, e a coisa até foi bem divertida! (Sim, já entrei naquela fase da vida em que só quero comer e beber bem, sem grandes multidões, pedindo simples e somente ‘’saudinha da boa’’ para o ano que começa).

 

 

E se por um lado a ''festança obrigatória'' me passa assim um bocadinho ao lado, por outro há coisas assim absolutamente espectaculares. Refiro-me àquela crença reciclável, que todo o santo ano nos inspira e faz crer que ''ano novo é vida nova''. Não são mudanças que exijam de nós, que nos chateiem muito, ou pelas quais tenhamos de batalhar até à última pinga de suor. Não. São mudanças que ''o ano novo traz'', assim, sem mais nem ontem. Isto não é maravilhoso? Toda a gente acredita, mesmo que apenas durante os primeiros quinze dias de Janeiro, que vai, por milagre da santinha-aleluia, começar a acordar cedo para treinar antes de ir para o trabalho. Perder 15 kg de chicha, ter uma oferta de trabalho incrível, ou despachar aqueles 20 livros que estão há dois anos e meio a ganhar pó na estante. Isto em vez de passar as noites a assistir ao ''diário da Casa dos Segredos'' ou vidrado no feed do Instagram.

 

Esta que vos escreve, e que é tão crente e tão parva quanto todos os outros, acorda sempre a 1 de Dezembro com esta sensação arranque! Com vontade de arrumar as gavetas, encontrar os pares dos brincos perdidos na mala desde Fevereiro de 2012, ou dar uma volta ao armário da cozinha, onde especiarias polpa de tomate e tiras de milho coabitam alegremente!

 

Janeiro é mês de achar que ‘’é desta’’. De rabiscar projectos e de escrever metas na agenda. Janeiro é começar mealheiro para as férias de Verão, é motivação e é carteira vazia!

 

Janeiro é acreditar que tudo vai correr bem, e acreditar é mesmo meio caminho andado para que corra. Por isso… a todos os que estão desse lado, desejo muita crença e muita fé, nesses corações amanteigados! 

Saúde e sorte... 

2017, faz-te à pista!

 

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 Love *

Elza