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A morte da borboletada.

No outro dia, quando vos falei do meu sonho do mal, dei por mim a pensar no fim das relações que vivi antes de estar com o homem. Nisto de chegar ao fim, e de ''nos de repentes da vida'' alguém que era tanto para nós  se tornar tão poucachito.  

Afinal, para onde vai aquela borboletada toda que baila no estômago, tal qual ''pauliteiros de Miranda''? Para onde vai aquilo tudo que se disse, que se fez, e que se sentiu, assim desesperadamente? É um mistério. 

Eu sempre fui uma moça de emoções fortes. De amores daqueles valentes, ou de paixões que nunca foram amor mas que fritaram o pequeno órgão vital em lume alto! Dei muito e dava tudo outra vez. Dava mais se pudesse! 

E depois, sem que uma pessoa saiba como, acaba tudo. Não, vai acabando... mas há o dia, o clic, o segundo em que olhas na cara do fulano (ou da fulana) e não sentes uma mísera palpitação. Que o coração já não frita, fica ali... num cozido a vapor muito aborrecido. 

Ou então sentes, mas sabes que sentir não chega e que como me disse um dia o meu amigo Carriço: ''os patos acasalam com patos e os cães com os cães''. Às vezes uma pessoa apaixona-se por um galo, mas não é galinha. E depois anda ali, fuçando, tentando ao máximo pôr um ovo, mas não dá. Estão a perceber a cena, ou estou só a parecer maluca?

 

Em tempos que já lá vão vivi uma paixão assolapada por um gajo que mal conhecia. Daquelas que nos deixam a alminha do avesso, capazes de mudar a vidinha toda, até de nome, se preciso for. Em tempos ainda mais remotos vivi um amor bonito e correspondido. Cheio de coisas boas e de recordações. Em ambos os casos, tão diferentes, me pergunto: para onde foi tudo? Pois que não sei. Acho que o corpitxo tem um sistema qualquer de limpeza, de purificação, de filtragem (tipo a cena de filtrar a água nas piscinas) e que se renova sozinho. 

 

Uma coisa é certa: aquilo que dizem por aí : ''a true love story never ends'', ou seja, uma verdadeira história de amor nunca acaba, é mentira. As histórias de amor acabam e o amor acaba com elas.

 

O que não acaba é a nossa capacidade de começar tudo outra vez. Pode até parecer que sim, na hora... a quente. No pico do desgosto. Mas não acaba. Não acaba nunca.

 

Love*

Elza