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A pressão dos 30 (estou só a pensar alto, não liguem)

Faltam-me 4 anos para os trinta, e quando penso nisso acho sempre que é assim uma pequena eternidade. Depois lembro-me que ainda ontem tinha 20 ''mal paridos''  e ''salta-se-me'' o coração cá para fora, num ''cá vai disto'' trapalhão. Raios.. que se os vinte foram ontem, os trintão são amanhã! Simples e matemático. Aflitivo.

E digo isto muito encolhida, não porque tema a queda das maminhas, ou o esmorecer das partes moles assim de um modo geral, mas porque a sociedade é uma rameirona no campo do ''carimbo na testa''. E o carimbo que se segue diz ''trintona'' e está reservado aqui para a ''je''. 

A verdade é que aquilo que me desoriente um poucochinho é a pressão social que se exerce sobre as mulheres a partir de dada altura. A ideia de que aos trinta e poucos já tens de ter feito qualquer coisa de jeito nesta vida. Que estás a entrar na etapa de consolidação, de afirmação, e não na fase experimental que os vinte te permitem sem olhares tortos! 

 

Estava aqui a orientar a agenda, a tentar perceber como é que já estamos em Outubro, e dei por mim a pensar nisto. Que daqui a três paulitadas passo da ''miúda de 20 anos'' para a ''gaja com quase trinta'', e que esta é uma diferença do camandro. Ou talvez não seja, e quando lá chegar olhe para este texto sentindo-me uma parvalhona.

 

Enfim. Repito muitas vezes para dentro que os ''trinta são os novos 20''. Que a experiência que os anos nos trazem batem tudo! Mas a boa da verdade é que a pressão aperta a cada ano que passa. E que o tempo corre a galope, ''marimbando-se'' para aquilo que te dá jeito ou para o teu ritmo natural.

 

No outro dia deram-me 22 e senti-me a maior. Porra, que os trinta já ali estão. De braço estendido, fazendo ''Adeus'' e pisando-me os calos. 

 

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