Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Acho que só eu é que penso nisto #2

Estou em casa, no sofá, a beber uma caneca de chá caseiro. É assim que chamo à água quente que fervo com hortelã e pau de canela: chá caseiro.

Tão bom...melhor ainda para quem sofre de dores de estômago ou de digestões dificeis. 

O meu namorado saiu do escritório e foi ''só ali beber uma cerveja'' com os amigos. Óptimo!

Ao contrário de muitas mulheres, estas ''escapadinhas masculinas'' ( escapadinhas salvo seja), não me incomodam absolutamente nada. Pelo contrário! Gosto de saber que por algumas horas o homem desliga o botão ''trabalho-papelada-chatices'', e que se distrai um bocadinho. É bom para ele e acaba, indirectamente, por ser bom para nós, já que chega a casa mais leve... descontraído. :) 

 

Mas agora estava aqui no sofá, a ler um livro ( este que está na coluna do lado direito do blog) e a pensar: de que será que os homens falam quando se juntam? Será que também criticam a vida alheia, como nós? Será que também confidenciam coisas íntimas uns aos outros, despindo por minutos a capa de ''machos latinos insensiveis''?

Será que se limitam a dizer disparates e a gozar uns com os outros, enquanto decidem quem paga a próxima, ou se pedem um pratinho de tremoços ?

Acreditem que esta minha curiosidade não tem nada de desconfiança ou de insegurança. É só mesmo isso, curiosidade! 

 

Toda a gente sabe que os homens nunca crescem completamente ( eles é que são espertos) e que sentem muita necessidade de estar uns com os outros, comportando-se como miúdos de escola. Mas isso é o que nós, mulheres, concluímos e assistimos quando estamos presentes.

 

Mas quando estão sozinhos, cingidos ao núcleo duro de verdadeiros amigos, de que será que os homens falam?

Será que falam de nós? Ou será que nem sequer se lembram de que nós existimos? 

 

Pergunto-me.