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Acho que só eu é que penso nisto #3

Este fim de semana, estava eu a esplanadar no Parque das Nações, agarrada a um valente gelado de coco, quando o homem diz entre suspiros ''Txiii o que eu queria mesmo era uma casa com vista para o rio. Adorava''. Pausa para novo suspiro.

 TODA a santa vez que passamos pelo Parque das Nações me diz a mesma coisa, mas tenho cá para mim que pensa estar sempre a dar-me uma grande novidade. A partilhar o ''sonho de uma vida'' em primeiríssima mão. 

Se virmos bem as coisa, realmente o departamento ''home-sweat-home-com-vista-para-qualquer-spot-que-meta-água'' tem pedidos pendentes até 2050. ''Uma casa com vista para o rio'' é o lugar mais comum do reino dos lugares comuns! Um sonho muito lindinho, muito literário, mas que a mim pouco me encanta. É que uma bela vista para o azul infinito serve para....? Ah, serve para aumentar o preço da renda! E mais? Pois, para mais nada. 

Já para não dizer que ao fim de um ano ninguém se dá ao trabalho de espreitar à janela para ver as vistas. Aliás, já ninguém se lembra que tem vista, quanto mais!

Mas pronto. O homem sonha com o dia em que possamos ter uma casa lindona, de preferência com o Tejo ali, plantado à janela.

Já eu, aquilo que me enchia as medidas, era uma casa com pastelaria da boa ao virar da esquina, com a Zara à mão de semear e, se pudesse ser, uma ucraniana (baratinha) que me arranjasse as unhas ao fim de semana. Ali, paredes meias.. Isso sim era uma vizinhança para cima de espectacular!!!

 

Enfim, sonhos não se discutem.

 

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