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Acho que só eu é que penso nisto #5

Começo já por vos dizer que de bom grado me canditaria à presidência do sindicato das pessoas ultra saudáveis, muitas vezes apelidadas por ''maluquinhos da vida''. Na boa! 

Sou uma pessoa green, toda a gente o sabe, e não raras vezes ouço a progenitora perguntar ''mas a quem é que esta moça saiu?''. É uma pergunta sem resposta que contraria brutalmente a teoria do meu tio ''Ralas'', que toda a vida defendeu a veracidade da frase: ''o fruto nunca cai muito longe da árvore''. No meu caso caiu, e ninguém na família segue a minha linha alimentar. Ninguém!

 

Esta lenga-lenga toda para vos dizer que acho lindamente esta ''panca'' pelo verde. Este novo amor social pelo natural e pelo biológico! Se é moda? É com certeza, e não me venham já dizer que ''a moda é perigosa porque vai e vem que nem rabanadas de ventos'', e patati e patata. Não me lixem!  Antes a moda da fruta e da ''erva'' espremida na liquidificadora,  à moda das calças a escorregar pelo cu dos gajos a baixo. Antes a moda da chia e da linhaça, à moda do tabaco ''esfumaceirado'' nos restaurantes ou no raio que o parta.

Contudo, e sendo eu fervorosa adepta desta febre de clorofila, tenho a dizer que já NÃO POSSO com tanto extremismo. Ele é o instagram com 500 mil pequenos almoços iguais. Ele é mãos com copinhos verdes ou  cor de rosa em tudo o que é revista/ site, ele é todo um vocabulário que me começa a mexer cá com os nervos. É que agora já ninguém ''trica qualquer coisinha'' ali entre o pequeno almoço e o almoço. Agora há refeições ''pré-treinos''. Já ninguém lancha com preceito,  ingere-se uma refeição ''pós treino''. Já ninguém come uma fatia de bolo caseiro, preparam-se bolos ''funcionais''. Panquecas ''proteicas''. Ahhhh não se aguenta.

 

Eu não digo que se jante uma pizza pré feita e meio pacote de M&M´s (como o homem fez ontem), não! 

Mas, queridos leitores, para bem da nossa saúde mental, não deixemos a gordice morrer assim, largada na prateleira! Não sejamos responsáveis pela extinção do lanche ajantarado nem alimentemos exageradamente o ego da proteína, que de um momento para o outro virou a rainha do fandango, que é como quem diz uma convencidona do pior!

 

O certo e sabido é que nesta vida ''não há fome que não dê em fartura''. Já diz a avó Natércia, do alto dos seus 80 anos.

 

Não viremos as costas ao petisco gordalhão, nem à ceia lambona! 

Era só isto, obrigadinha.

 

 

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