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Ainda sobre ''isto aconteceu''.

Bom dia, gente! :) 

Este fim de semana estive fora, e como tal não passei sequer os olhinhos pelo blog. Publiquei nas redes sociais (mais AQUI), e desliguei. Porquê? Porque  a minha sobrinha-amada-adorada entre outras coisas acabadas em ‘’ada’’, fez dois aninhos no Domingo e assim de repente podia explodir meio mundo que não estaria ‘’nem aí. O amor é uma cena do caraças, não é?

Enfim.

Dizia que não vinha ao estaminé desde sexta-feira e que hoje, quando abri a pasta de comentários, bati de frente com uns quantos que me pareceram MUITO relativamente aparvalhados,  a respeito deste post, 

Primeiro pensei responder a cada um, como faço sempre, mas depois achei uma perda de tempo e resolvi despachar tudo aqui, numa cajadada só. 

 

Ora bem.

Quando vos contei isto, aquilo que me passou pela marmita foi escrever um post sobre a importância da auto estima/ confiança na vida das pessoas.TODAS as pessoas. QUALQUER pessoa!

Na forma como aquilo que nos acontece, e que não depende de nós, pode (ou não) ser vivido, sentido e relativizado consoante o grau de amor próprio de cada um. O nível de auto valorização. Entendem?

Pensei que teria sido clara, e que ninguém iria interpretar as minhas palavras como menosprezo por aquela mulher que claramente precisava de desabafar com alguém. Mas aquela mulher é apenas a personificação de muita gente que por aí anda. Aquilo que me interessava era ‘’explorar’’ o ângulo do ‘’bora lá gostar mais de nós e borrifarmo-nos na opinião alheia, que muitas vezes só nos quer atirar valeta a baixo!’’ . Não era a vida da senhora! 

Se lhe dei algum apoio? Se estive um bocadinho à conversa com ela a tentar puxá-la cá para cima? Estive. Aliás, tenho vindo a fazê-lo, todos os dias, quando nos cruzamos no balneário. Mas a minha ‘’boa samaritanice’ não era o tema da conversa, aliás, se tivesse sido, teriam pegado por ai e dito ‘’que estava a aproveitar a desgraça dos outros para me exibir e mostrar que sou a mais ''fofitxa'' do pedaço''. 

 

Ah, e quando mencionei que me me senti a ''Beyoncé da felicidade'' perto da ''Rebeca da Reboleia'', o que quis dizer, dentro do meu jeito sarcástico que quem me lê já conhece, é que quando nos deparamos com a história dos outros é que damos valor à vida que temos, é que percebemos que há realmente gente com muito pouca sorte, com vidas fodidas para xuxu. Só.

 

Por fim, e porque não quero dar mais importância a isto, houve quem me dissesse que desprezei (desprezei?) a senhora porque ''a senhora é pobre''. 

Primeiro, alguém lhe viu a conta? Acho que não.

Depois, e aqui é que o queixo me cai no chão, acham MESMO que só as pobretanas é que têm problemas de auto-estima? Que as ricalhaças não se encolhem na praia quando se sentem mais gordinhas? PIOR, que não são igualmente ''encornadas'' e que não passam as passinhas todas do Algarve, como as outras todas?

Pois eu cá acho que passam, e que isto não tem nadinha a ver com dinheiro ou com falta dele. Tem a ver com uma postura na vida que nos coloca, ou não, em primeiro lugar. Não aos olhos dos outros... mas ao espelho! Que nos espeta lá em cima, muito a cima dos olhar depreciativos dos outros e muito, muito, antes dos bandidos que nos aparecem na vida e que nos roubam a crença no mais belo amor. A crença em nós próprias. 

 

Este texto não era sobre mim, sobre a minha solidariedade, sobre status, ou sobre ser ou não ser ''tiazoca''.

Este texto era sobre pessoas que precisam de gostar mais de si. Só isso. 

 

Assunto arrumado.

 

 

Love*

Elz a