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''Ama um homem que te surpreenda. Sempre.''

Repetem os senhores psicólogos nos programas da manhã (nada que a ''Bravo'' ou  a ''Super Pop'' não tivessem já dito no começo dos anos 90, mas enfim). O que importa aqui é que se a experiência o diz, então é porque é verdade.

Assim sendo, é preciso amar com muuuuuuito ''tcharaaaaam'', com muuuuuita boca aberta de espanto, com muuuuito pulo da cadeira, e muuuuuito coração assolapado! Resumindo: homem surpreendente é coisa para manter, estimar, e, no caso daqueles mesmo bons, arrastar para o altar! 

 

E se a teoria ''surpresa-amiga-dos-amantes'' estiver certa, então a minha relação com o homem é coisa para durar para aí 50 anos. Mas assim á vontadinha!

E porquê? Porque surpresa é coisa que não me falta. E não, não estou a falar do dia dos namorados que se aproxima, nem tão pouco de qualquer detalhe romântico com que me tenha presenteado nos últimos tempos. Aquilo que me surpreende verdadeiramente está na força das palavras que profere e que me entram pelo órgão vital a dentro, tal qual um golo do meu Benfas marcado no último minuto (em Alvalade, por exemplo).

''Amo-te''? ''Quero usufruir da tua iluminada presença até teres artroses a deformar-te o dedo gordo do pé?'', Nada disso!!!! Não são estas exposições de afecto que me emocionam. São palavras simples, ditas assim à maluca, e que arrasam por completo a suspeita de que ''já o conheço como se o tivesse parido''. 

 

Hoje, por exemplo, estávamos a conversar sobre decoração. Sim, decoração. Felizmente parece que a nossa ''casa fantasma'' vai mesmo materializar-se e estamos a decidir como queremos que seja o ninho do mais belo amor. 

Nisto o homem mostra-me uma porrada de moveis sem alma, todos eles rectos, modernos, tesos e aborrecidos! Digo-lhe que não gosto. Que preciso pincelar a coisa com um ou outro detalhe mais tradicional. Mais controverso... Ele quer despachar a coisa na secção ''best seller'' do IKEA, e eu quero a minha identidade em cada caneco.

Móvel para cá, sofá para lá, quando me diz o seguinte:

Ele: Sabes o que devíamos mesmo ter?

Eu: Não. (já a temer o pior)

Ele: Um daqueles carrinhos com rodas na cozinha. Aqueles, com andares... para colocar fruta, legumes... dão imenso jeito! 

 

TAU- lá estava ele: o Golo de cabeça marcado no último minuto a furar a baliza do meu coração encarnado.

UM CARRINHO DE RODAS NA COZINHA. COM FRUTA!!! COM LEGUMES!!!! Hiperventilo só de imaginar. 

 

''Ama um homem que te surpreenda. Sempre''. CHECK. 

 

Não tenho mais nada a dizer.