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Até '' se me estremecem'' as ossadas.

Estou no sofá muito encolhida, toda eu tremelicando de nervoso e de aflição. O homem está no computador a tratar do meu IRS. Valha-me nossa senhora do castelo e toda a restante santidade... ! Ele só suspira, não querendo acreditar na desorganização que é a minha vida financeira. Eu, cada vez que o sinto abrir a boca, sustenho a respiração com medo que me peça um papel qualquer perdido no fundo de uma qualquer mala  que usei pela última vez em Março de 2015, dia em que recebi a carta X com o pagamento Y. 

 

Juro que estou aqui apertadíssima à espera do segundo em que me olhe nos olhos, com aquele ar critico e aborrecido que só os contabilistas sabem ter, e me diga que tenho 10 pagamento de ''não sei quê'' em atraso, e que é melhor começar a pensar vender o corpitxo na recta de Pegões para poder pagar a dívida.

 

Todos os anos este mesmo sofrimento. Juro que até as ossadas me tremem.

 

Alguém vive o mesmo drama?

É o terrível horror.