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Desabafo #2

Mudei de vida. Não só de emprego, de horário ou de salário, não. Mudei de vida.

E quando a vida muda corremos o risco de mudar com ela. Se sequer nos darmos conta. 

Às vezes tenho esse medo, confesso. Não medo de me deslumbrar com o meio a que agora me dedico, mas de me deixar engolir por ele, tornando-me numa daquelas pessoas que vive e pensa o trabalho vinte e quatro horas por dia. Que abdica dos outros e até de si em prol ''do'' projecto. 

 

 

Amo aquilo que faço, ou que estou ainda a aprender a fazer, mas não quero nunca esquecer-me de que o meu trabalho não é a minha vida. Faz parte dela, é infinitamente importante, mas não tão importante quanto as minhas pessoas, por exemplo. Quanto aquilo que o meu namorado diz, e que eu não oiço, porque estou a pensar no directo de Sábado. Quanto a ecografia da minha sobrinha, que só vi depois de enviar 200 emails. Quanto os pequenos momentos de que não faço parte porque preciso trabalhar, porque não sei a que horas vou sair, porque afinal é preciso desmarcar tudo... outra vez. 

Sei que há escolhas que precisam ser feitas, que não é possível somar o melhor dos dois mundos, e que não dá para ser-se bom sendo-o só pela metade. Sei. Aceito-o.

 

Sei também que sou profundamente apaixonada por aquilo que faço mas....

 

  

o meu trabalho não é a minha vida. 

 

É disto que não me quero esquecer. Nunca. 

 

 

Love,

Elza 

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