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Dos dias cinzentos (mas docinho)

 

 

Ontem acordei doente. Nervos.

Odeio ficar doente porque me custa horrores faltar ao trabalho. Sempre fui assim: extremamente ''parola'' no que toca às faltas. À quebra de compromissos, ou ao incumprimento das minhas responsabilidades. Desde o tempo de escola! 

Lembro-me de ser miúda e de chorar HORAS a fio porque estava doente e tinha de faltar às aulas. ''Tu não estás a perceber mãe, hoje a professora disse que a aula é mesmo importante, tenho de ir'', argumentava (feita parva) como boa menina que era! 

Acho que nem na faculdade a consciência me deixou ser baldas! Talvez tenha faltado uma vez ou outra, à última hora de Sexta-feira, para apanhar o autocarro até casa/ Alentejo.

Basicamente, eu nunca fui, nem nunca serei, uma rebelde! Nunca. Esta que vos escreve será toda a vida a ''betinha do grupo''. Terá sempre em si, escondida, a veia da miúda que se sentava na primeira fila, que sublinhava os cadernos a caneta de cheiro, e que passava os apontamentos todos a limpo!

Sou uma pessoa que gosta de regras e que sente prazer em cumpri-las ( e não me venham cá dizer que sou cobardolas e que sabe bem pisar o risco é blábláblá, porque isso a mim não me interessa nada). Ponto. 

 

Ontem estive doente e não consegui ir trabalhar. Deprimi. 

Passei a manhã, e a tarde também, deitada no sofá, a saltar entre a TV, a leitura, a sonolência e o chocolate, sempre a pensar naquilo que deveria estar a fazer, nas pessoas que deixei ''penduradas''. 

Enfim. Hoje estou e volta, ainda não totalmente recuperada, mas melhor. Bem melhor! 

 

Resta-me arregaçar as mangas e recuperar o dia perdido. 

Feliz por ter sido ''só um dia'', dia que passei na companhia destas flores maravilhosas. No conforto desta caixa de chocolates.

Mimos oferecidos pelo meu namorado, que mesmo nos dias mais cinzentos está lá. Para mim. 

 

Love*Love*Love

 

 

Foto: Nuno Alexandre Marques