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E depois de ''amantizados'', até onde deve ir a intimidade ?

Eu respondo: até à porta da casa de banho!  Sim, pessoas...a porta da casa de banho é a linha que separa o ''nós'' do ''eu''. É a passagem ultra-secreta que nos dá acesso ao único sítio da casa onde podemos fazer aquelas coisas que ele não imagina que fazemos. Sim, porque eles acham (ou devem achar) que nós já nascemos lindas e prontas. Com hormonas perfumadas e pele de bebé. Vá, não precisa ser tanto... mas há muita coisa que eles não precisam saber. Ou que saibam, mas que não vejam! 

''Ah... mas assim ele não te conhece a 100%'',  '' não chegam à fase mais bonita da relação, a da intimidade total'', dizem vocês, defensores da borbulha exprimida em conjunto de frente para o espelho da entrada!

Isso é tudo muito lindo, mas cá em casa não resulta!  A intimidade é muito boa? É. Dá jeito em muitas situações? Dá, com certeza. Mas chega à porta da casa de banho e bate com o nariz na porta. Pelo menos em minha casa... onde viver ''amantizado'' pressupõe privacidade.

Já ouvi milhentos relatos de casais amigos que vivem em liberdade total, não retraindo qualquer manifestação da natureza, venha ela de onde vier! Uns soltam puns pela casa alegremente, outros fazem o seu cocó enquanto o/a respectivo/a escova os dentes... e há até quem dê beijinho de ''bom dia'' enquanto uma ''caganita de coelho'' bate na água da retrete. Sim, isto acontece! E são estes casais absolutamente descomplexados que me fazem sentir uma ''coninhas''. Que me conduzem à inevitável questão: será que nós é que ainda não atingimos o cume da intimidade? O ponto máximo da relação?  Ou serão eles uns românticos à prova de bala, à prova de pum, à prova de tudo?

 

Acho que esta privacidade nos ajuda a manter um certo fascínio em relação ao outro, entendem? Qualquer coisa como: ele não precisa saber que eu ''dou um toque'' nas cutículas enquanto estou sentadinha na sanita (agora já sabe).  Não precisa de ter a minha imagem de perna aberta a tentar sacar aquele pelinho púbico com a pinça. Para quê minar a imaginação da minha pessoa? O que ganho eu com isso? Nada! Da mesma forma que também não faço  questão de estar a par das peripécias da sua vida intestinal. Não quero nem saber!!! E seremos nós menos ''intimos'' por isso? Eu acho que não.

 

Contudo, confesso: temo que daqui a meia dúzia de anos estejamos no sofá, a soltar gazes debaixo da mantinha polar-cutxi-cutxi. A protaginizar o ''beijinho matinal- caganita de coelho''. Será que o encanto e o romantismo sobrevivem a isso? Não digo o amor, digo o encantamento? Temo que não.

Uma coisa é certa: enquanto puder, jamais deixarei que o homem descubra que não nasci assim: cheirosa, lavadinha e depilada. Digam vocês o que disserem! 

É isto.

 

 

LOVE*

Elza 

 

 

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