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E por um quarto de segundo senti-me assim.

Ontem , ao jantar, conversávamos sobre os atentados de Paris (um tema muitíssimo agradável e ''amigo'' da boa digestão, não haja sombra de dúvida). 

E ali, entre a sopa de cenoura com espinafres e a beringela recheada de atum, lembrei-me que o homem trabalha no mundo do espectáculo, e que este fim de semana vai estar numa ''catrefada'' de concertos. 

O órgão vital engasgou-se. E durante um quarto de segundo tive medo. Apeteceu-me pedir-lhe que não fosse. Que ficasse em casa, agarradinho a mim, no sofá, ou mesmo agarrado ao computador, se preferisse, a jogas àquelas porcarias de que passo a vida a reclamar.

Não pedi, naturalmente. E a racionalidade voltou, dizendo que a vida precisa acontecer dentro da normalidade. Que o terrorismo se chama ''terrorismo'' por isso mesmo. Porque se alimentar do terror e do medo incapacitante. 

Por um quarto de segundo não quis que o homem fizesse o que faz todos os dias, todos os anos, sem que balas e bombistas nos passem pela cabeça. E isto é dar ''papinha à boca'' do terrorismo, eu sei. Mas caramba, é inevitável...

É impossível não ter medo. Mesmo que por um quarto de segundo. Porra, que raio de mundo é este?!