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E tu, o que mudavas em ti?

Ontem, na hora de almoço, falava com duas colegas sobre cirurgia estética e desagrados femininos assim de um modo geral. Acho que depois da pergunta ‘’o que farias se ganhasses o euro milhões?’’, ‘’o que mudarias em ti?’’ é a questão mais colocada pelo gang do pipi sonhador!

E quase sempre dávamos um toque nas maminhas (que já não são o que eram), ou achamos que o rabo podia ser mais arrebitado, menos gordalhufo... que o nariz é batatudo ou que aquele ''papo'' debaixo do queixo nos arruína as fotografias...há de tudo no planeta maléfico do queixume!

Nisto, perguntaram-me o que mudaria em mim, caso um qualquer Ângelo Rebelo me entrasse pela porta de vale ''ilimitado'' nas mãozinhas. 

Parei para pensar e respondi que não mudaria absolutamente nada. 

E acho que foi a primeira vez que dei volta ao corpinho todo e nada me incomodou por aí além! A verdade é mesmo esta: hoje, não alterava ''isto'' no corpitxo (e na trombinha) que Deus me deu.

E não é uma febre de convencimento que me está a dar, não é que os defeitos que sempre apontei tenham desaparecido por obra e graça, nem tão pouco porque me tenha transformado numa boazona estilo Irina- ex-Ronalda-porra-que-o-que-tem-de-gostosa-tem-de-trombuda. Nada disso!

Tenho tantas os mais imperfeições do que tinha aos 18 anos, a diferença é que hoje gosto muito mais de mim e me aceito milhentas vezes melhor!

Dou por mim a pensar que aquilo que o povo diz é bem verdade: que no passar dos anos nos vamos chicoteando menos.  Que percebemos progressivamente que o nosso corpo é a nossa história -MESMO.

Toda a vida tive vergonha daquelas estrias feiosas que a maiorias das miúdas desenvolve ali na zona da anca durante a adolescência. E chorava de frente para o espelho que nem uma perdida, e azucrinava o juízo à minha mãe, que pacientemente me consolava na hora do desgostos! Uma lambada na cara, era o que eu merecia! Enfim.

Hoje, tô nem aí para as estrias. Nem para elas nem para as orelhas grandalhonas que herdei do senhor meu pai.Estou-me pouco borrifando para o cabelo encaracolado e bagunçado, que vai na volta até é a característica que melhor me define! 

 

Há muito que não me perguntava ‘’o que mudava em mim?’’,  e talvez por isso desconhecesse a resposta. A resposta é esta: não mudava nada. Absolutamente nada.

 

''Ah sua sonsa, todos sabemos que tens imenso cuidado com a alimentação, que vais todos os dias ao ginásio e que te cuidas com cremes e coiso e cenas''. 

Verdade. Todos os dias. Mas isso chama-se procurar a melhor versão daquilo que somos... ser o melhor que conseguirmos (não só, mas também fisicamente). 

 

Quero ser a melhor versão de mim mesma, mas não quero, de jeito nenhum, ser outra coisa qualquer. 

 

 

A idade vai-nos mesmo ''desencanado''. Tornando mais ''confiançudas''. E isso, minhas amigas, é bom que se farta! 

 

Love*

Elza 

 

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