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Ela é a alegria que (às vezes) precisa ser triste.

59900972_508041353063869_1699200533878800384_n.jpgEla não é triste, mas ela precisa dos dias tristes. Das músicas tristes, que ouve mesmo quando está feliz. Ela precisa da tristeza que lhe chora frases bonitas nas mãos. Que a aprofunda e que a encontra em si. Dentro de si.

Ela é a alegria que os outros veêm sorrir, a música de que já ninguém gosta, e a fé que já ninguém tem.

Ela é feliz, mas sabe que precisa dos dias tristes. Para que as palavras chorem, molhem, plantem e cresçam. Para que ela não (re)seque.

Ela precisa dos dias tristes que o Inverno facilita. E esconde-se muitas vezes do Verão, porque ele ganha sempre. E queima-lhe os lábios que racham de rir. E limpa-lhe a mente. E fá-la esquecer que é preciso plantar-se de dentro para dentro. Para fora também...

Ela é a alegria que precisa ser triste. Ela é a boca que sangra de seca . Ela é o Inverno que mesmo no Verão se finge de vivo.

Ela é luz do dia que fecha a cortina  e que faz de conta que é escuro... para que tudo se molhe. Para que as palavras nasçam... para que a magia aconteça. Que doa. Que brilhe. Aos olhos dos outros. À custa do coração. 

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