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''Ele é ciumento', e a culpa (também) é vossa!

Há dias, numa conversa de mulheres, falou-se sobre o ciúme exagerado que muitas pessoas sentem nas relações de mais belo amor (nós mulheres adoramos estas temáticas, não adoramos?).

Confesso que é um assunto que me arrepia os pelinhos todos e que assumo sempre uma posição um bocadinho radical. Basicamente, eu não tenho ''cu para essas macacadas''. E desculpem o vocabulário mas é mesmo isso.  Bem sei que nesta vida nunca devemos abrir muito a boca, até porque ninguém sabe para o que está guardado, mas duvido muito que fosse capaz de manter uma relação com um homem ciumento mais do que dois quartos de hora. Era topar-lhe a pinta e mandá-lo recambiado para casa de senhora sua santa mãe. Num tirinho! 

Mas enfim, falávamos sobre esta coisa das relações possessivas, e fiquei a pensar no assunto durante uns dias. 

Acho que isto do ciúme assolapado me ultrapassa um bocadinho porque nunca passei por nenhuma experiência do género. Não sou ciumenta, nem nunca tive um homem propriamente ''alvorassado''. Nem mesmo naqueles primeiros namoros de adolescência parvalhona, em que somos capazes de vender a tia-avó só para agradar ao tipo estiloso da turma C, que tem mais 3 anos do que nós! 

''Ah confessa lá que deitas um olhinho ao telemóvel do teu homem, quando ouves o sinal do whatsapp fora de horas, ou que te róis por dentro quando ele 'bota um like na foto daquela gaja lá do escritório que nem é má de todo''. Pois que não... Não sou ciumenta porque acho que não adianta nada. Que quem quer faz, seja à socapa no café da hora de almoço, ou naquele bocadinho em que tu não estás em casa e ele te diz que aproveitou para ''beber uma cerveja com aquele amigo de infância que por acaso nem conheces mas de quem já ouviste falar''. Vai na volta o BFF tem pipi e mamocas rijas!  É o que tem de ser.

E se como já disse este ciúme do dia a dia me ultrapassa,  aquilo que realmente escapa à minha capacidade de entendimento é o ciúme que algumas pessoas têm pelo passado do outro.

Não raras vezes ouço a mulherada queixar-se disso: que o namorado/ marido tem ciúmes do ex, daquilo que  fizeram, com quem fizeram, do que sentiram em determinados momentos, por pessoas que não eles! 

É um fritanço!!! 

E aqui mulherada, só tenho uma coisa a dizer: a culpa é vossa. Sim, TODA vossa. Porque raio é que vocês, sabendo que eles são ciumentos da quinta casa, lhes escancaram o vosso passado? Para quê? O que é que eles têm a ver com isso? O passado é vosso, a história é vossa, e não há nada que vos obrigue a contar aquilo que fizeram na festa de 18 anos da Ritinha, em 1900 e troca o passo! Porque eles não têm naaaaada a ver com isso! Porque eles, vai na volta, fizeram 1000 vezes pior mas calam-se muito bem calados. 

Nós mulheres é que somos parvalhonas ao ponto de achar que se amamos de verdade temos de lhes contar aquilo que fizemos desde o primeiro beijo na primária, até ao dia em que os conhecemos... não temos! Aliás, não devemos. Porque nisto de pôr os pratinhos todos na mesa lixamo-nos à grande, especialmente quando nos calha um gajo mais torcido! 

 

Estão a pôr-se a jeito, senhoras!  ''Ahhh mas eu não tenho segredos com o meu Domitilio''.  Óptimo. A questão é: o passado não é um segredo! 

Eu também não minto ao Alexandre, mas há MUITA coisa que ele não sabe, nem tem de saber... aliás, ele nem quer saber!!!! 

E não é que lhe esteja a esconder um passado negro, do qual me envergonhe. Nada disso. Apenas preservo a minha história, e evito possíveis momentos de constrangimentos. 

Por exemplo: se me cruzar na rua com um amigo com quem dei uns amassos há 10 anos, não vou dizer ''olá, este é o meu namorado, e este é um amigo com quem numa noite de Verão troquei uns beijos na boca e uns apalpões!''. CLARO QUE NÃO! Digo que é um amigo, cumprimento, e sigo a minha vidinha. 

 

É por isso que vos digo, companheiras de luta: eles podem ser uma fogueira de ciúmes em brasa. Mas são vocês quem atira ''carradas'' de lenha lá para dentro, mesmo à espera de se queimarem todas! 

Deixem-se de ''livros abertos'', e calem essas matracas. 

Love*

Elza 

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