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"Eu nasci para ser Rainha de Bateria ", vamos recomeçar!

Toda a vidinha ouvi dizer que com a chegada aos 30 anos  as "ssoas" entram ali numa pequenina crise existencial.  Como se os vintes levassem com eles algum desprendimento, e os trintas trouxessem ao pescocinho a tão tramada e desconcertante pergunta: quem sou eu, o que é que ando afinal aqui a fazer? 

E dizem que isto é "efeito secundário" dos 30 mas eu, rapariga precoce em tudo quanto é questão "do ser, ou não ser",antecipei-me dois anos e já para aqui ando às voltinhas, com a moleirinha em modo "tambor da máquina de lavar".  

Acho que nós mulheres sofremos um bocadinho mais destes males,  e que volta e meia nos deparamos com meia dúzia de questões que raras vezes assaltam o pensamento masculino. Eles são umas cabecinhas santas, descomplicadas e, ainda que muito menos interessantes, bem mais descansadas. 

Se bem que mesmo dentro do campo "das fêmeas mamíferas" haja diferenças. Tenho quase a certeza que umas de nós "sofrem da dor de pensar" mais do que outras. Que parte da mulherada vive leve, livre e solta, sem grandes atormentos, e que depois há ali uma parcela que vive dividida, repleta de dúvidas e cravadinhas em ansiedades, desde o berçário até ao lar, com intervalos de 6 meses pelo meio. Eu pertenço claramente à segunda e desafortunada parcela! 

A verdade é que isto não é novidade nenhuma. Que desde que me conheço que vivo um bocadinho entre cá e lá... entre o ir trabalhar e o despedir-me, pegar numa mochila e cair de boca no mundo. Entre viver a vida normal que toda a gente, ou vender a casa, o carro,  pegar no dinheiro e fugir para o Brasil... tornar-me rainha de bateria da escola de samba "da Mangueira" no rio de Janeiro. Musa de Carnaval do Copacana Palace. 

Porque é isso que o coração me diz! Que eu vim a este mundo todinha programada para sambar (nem precisa de ser na cara das inimigas), fazer compras no "Frutaria", pedalar no "Velocity" e malhar no calçadão. Ir no Show do Zeca Pagodinho e comer bolo de Fubá no café da manhã!!!! 

Em vez disso aqui ando encasacada, num verdadeiro "piloto-automático", a trabalhar que nem uma verdadeira "Isaura" e a perguntar-me vezes sem conta: quem sou eu? O que quero desta vidinha? 

 

Vocês também têm estas dúvidas? Também sentem que são empurradas pelos dias e que às tantas já nem sabem se têm a vida que escolheram, se aquela que vos foi acontecendo? 

Ou vivem seguras nas vossas vidas super planeadas e ultra bem sucedidas, sem dúvidas e ânsias e sulipampos?

 

BATERIA.jpg

 

Contem! 

Love* 

Elza 

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