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Ficam as flores.

De tudo o que se planta em terreno baldio fica a flor que brotou por si. Só. Do que se deu, a alegria. Sempre. A luz e a energia que transita entre nós e que se cola no peito uns dos outros . Fica a lembrar que passámos "por ali" e que fizemos o bem. O bom. Sem merdas. 

Há quem defenda que  o tempo leva tudo e que não nos deixa quase nada. Há quem vá mais longe e pense que nem vale a pena gostar das pessoas, que passam e seguem...Eu não. Eu cá continuo a gostar das pessoas e a ver nelas “o cisne”. A acreditá-las. Até ao fim. Para lá do fim.

De tudo o que se dá sobra aquilo que se deixa onde nos demoramos. Naqueles por onde passamos a correr, nas cambalhotas e pinos da vida. De tudo o que se planta em terreno comum fica o que se disse, o que se fez, o que se acrescentou, o que se riu e o que doeu. Ficam as dores. Ficam as flores. As que nasceram e as que nunca "pegaram". Ficam as pessoas. Fica a alegria . Essa doidivanas descredibilizada que faz o mundo mais bonito. A terra mais fértil. A vida melhor.

 

Ficam as flores que brotaram por si só. Sós. 

Em nós. Ficamos nós. 

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