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Há vida para lá do Chocapic !

Se alguém me dissesse que um dia, num futuro hipotético, a minha pasta de ''favoritos'' no computador estaria cheia de links de blogs sobre culinária, eu responderia qualquer coisa como '' mais depressa me dedico à arte de engraxar sapatos, do que à de estrelar um ovo em azeite.''

Basicamente, eu nunca quis saber da cozinha, não é ''eu nunca tive jeito para a coisa'', é mesmo eu nunca quis saber. Nunca tentei, sequer.

Olhando agora para trás, e chegando ali à casa dos quinze, dezasseis anos, percebo que o meu desdém pelos tachos e pelas panelas se prendia a uma certa posição feminista. Achava eu, parva da quinta casa, que uma mulher moderna só comia torradinhas e cereais, entre uma reunião importante e um brunch com as amigas! Que colar a barriga ao fogão era coisa do século passado, era uma tarefa menor, a que as mulheres submissas se dedicavam. Que era coisa de Mariazinha.

Assim, do cimo do meu modernismo (que é como que diz de uma adolescência idiota, como todas as adolescências, aliás), nunca aprendi a fazer absolutamente nada. Punha a mesa, ajudava a levantar os pratos. Descascava (mal e porcamente) meia dúzia de legumes se preciso fosse, e secava a loiça depois das refeições. Nunca a lavava porque o meu pai, espertalhão, também odiava secar pratos. Apoderava-se do esfregão, e a mim calhava-me sempre o maldito pano de loiça. Sonso. 

Bom, dizia eu que, até há bem pouco tempo, não sabia sequer ligar o forno. ''Mas como é que isso é possível, se vives sozinha há quase seis anos?, perguntam vocês com muita razão. 

Simples: take away, chocapic e torradas. Resultado: 7 quilos no lombo! 

 

 

Assustada com este ''anafamento repentino'', decidi mudar os meus hábitos alimentares. Almoçar scones não me pareceu a coisa mais saudável do mundo, e estava também a ficar sem orçamento que sustentasse tanto café-restaurante. Atirei-me aos tachos.

Primeiro uns tímidos grelhados, depois umas sopas muito básicas, e quando dei por mim estava a fazer biscoitos, panquecas, assados, e salteados na wook! Todo um mundo novo, ali à mão de semear. 

 

Aos poucos, aprendi a olhar para a cozinha de uma forma completamente diferente. A deixar de ser parva, também.

Não me apetece cozinhar todos os dias, longe disso, mas posso dizer que noventa por cento daquilo que como é feito por mim ( ou pelo meu namorado que tem bastante jeitinho).

Uns dias com mais vontade, entusiasmo e imaginação. Outros às três pancadas, a reclamar e deixar claro que ''eu não fui feita para isto''. 

 

 

E para quê esta lenga lenga toda?, estão vocês a pensar.

Porque a partir de hoje vou partilhar convosco alguns dos meus sites favoritos, no que toca à arte de bem comer (ou de bem cozinhar para quem quiser experimentar).

 

São blogs de pessoas que não conheço de lado nenhum, mas que já fazem parte do meu dia a dia. 

Mais logo volto cá e apresento-vos a Rosa. A maravilhosa Rosa. 

 

Love*Love*Love