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Hambúrguer do Bairro ou Honorato?

Não sou propriamente fã de hambúrgueres. Muito menos se falarmos de hambúrgueres ''de plástico'' estilo Mac Donalds, sobre os quais recai toda uma adoração humana que me ultrapassa. Pessoalmente acho-os uma mixórdia manhosa, enfiada numa espécie de pão, onde não sabes realmente o que estás a comer mas comes na mesma, porque o gorduroso e o açucarado juntos marcham que é uma beleza! 

No último ano a coisa mudou. Continuo a não perder a cabeça por tal coisa, a não acorda com desejo de ''hamburgar à grande'', mas já consigo despachar um com prazer. Já sabe bem de quando em vez. 

Esta mudança deu-se naturalmente no seguimento da moda ''hambúrguer artesanal'', que invadiu Lisboa da maneira que se sabe. E vieram os hambúrgueres amaricados, e os pregos de peixe e de carne, e toda a restante petiscada, que antes era comida em ''pobre'' mas que agora é degustada em chique! 

 

 

 

A primeira hamburgueria que experimentei foi a Hamburgueria do Bairro. Na altura havia apenas a loja no Príncipe Real, e era preciso esperar seis meses e meio para conseguir mesa. Mesa? Bom... aquilo nem são bem mesas. São antes uns pedaços de pau virados contra a parede, muito pouco confortáveis e um tanto ''agora ficas aí viradinho para a parede no castigo''.  

Fora a falta de comodidade, gostei mesmo muito. O pão muito fofo (odeio quando o pão, empapado pelo molho, se desfaz), a carne tenra, suculenta e bem temperada. As batatas bem fritas e temperadas com ervas, um toque que faz toda a diferença (isto segundo o Alexandre, já que eu não gosto de batatas fritas). 

Fiquei muito satisfeita e achei o preço-qualidade super apetaltivo, o que fez com que ao longo do último ano tenho visitado a Hamburgueria com  frequência (não sei se já repararam mas têm quase tantas lojas na cidade quanto os chineses... ou a Padaria Portuguesa, vá). 

 

 

Isto para dizer que quando gosto muito volto sempre. Crio até uma certa fidelidade e dificilmente ''olho para o lado''. 

O certo é que nisto da internet, dos blogs, e até nas conversas entre amigos, muitas vezes o Honorato vem à baila. É havia quem jurasse a pés juntos que o Honorato é que era. Que dava dez a zero à Hamburgueria logo nos primeiros 15 minutos de jogo. Que tinha de provar para tirar as teimas de vez e descobrir o que é bom.

 

Pois bem, no fim-de-semana lá fui ao Honorato, de bloquinho e caneta na mão, pronta a avaliar todos os parâmetros do inimigo. E não foi preciso muito para perceber que o Honorato é.... uma grande desilusão!

 

Sim, uma grande desilusão. O pão frio, seco, e nada fofo. A carne não sendo má, estava demasiado mal passada. As batatas muito moles, mal fritas, e algumas até queimadas. Eram muitas mas poucas se aproveitavam!

O único ponto a favor foi mesmo o espaço. Grande, simples, cool.... com pinta.

Mas como diria senhor meu pai no auge dos seus 58 anos ''quem quer ver coisas bonitas vai ao Museu.'' Ali o que a malta quer mesmo é comer, e comer bem. Não aconteceu. 

Serviço lento, hambúrguer aborrecidinho. Sem graça. Mais ou menos.

 

Posto isto, nesta batalha de modas, continuo a dar a vitória à gostosa Hamburgueria do Bairro. Mais logo talvez vá espreitar o Bun´s Atelier do Burger. Depois conto.

 

 

Foto Honorato - Casal Mistério

Foto H. do Bairro - Facebook oficial