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Mel. O primeiro sabor do dia.

 

Há dias em que adormeço zangada. Não devia, mas há.

Muitas vezes vou para a cama a resmungar, depois de ''passar pelas brasas'' no sofá (a minha mãe diz que o mau humor pós-brasas é herança por parte de pai) e de acordar naquele estado birrento (e um tanto infantil) que se queixa do frio, da luz, e até dos problemas que ficaram por resolver em 1998.

Muitas vezes adormeço zangada comigo. Com toda a gente. Depois durmo e esqueço.

 

Todas as manhãs acordo cedo (mesmo ao fim de semana) e estupidamente bem humorada, qualidade de que muito me orgulho! 

Mesmo naqueles dias em que adormeço ''virada'', até nesses, abro o olho cheia de energia. Cheia de apetite! 

Um sentimento parecido aquele que sentimos quando acordamos para tomar o pequeno-almoço num buffet de hotel, sendo que o meu buffet aponta mais para o simplório do que para uma mesa de telenovela brasileira. 

 

Fome. Tanta fome! 

Eu sou aquela pessoa (irritante) que quando acordar quer logo conversar! Que salta da cama e vai direitinha à cozinha. Que aquece água na chaleira ainda de olhos fechados, e que deixa cair ''meio mundo'' ao abrir a porta do frigorifico (desculpem vizinhos ''de baixo'', se por ventura acordam em sobressalto)!

 

Todas as manhãs a rotina se repete: torradas de pão integral com queijo fundido (vaca que ri). Chá de sumo de limão e mel. O meu favorito.

Uma colher de mel por cada meio limão. Mais meia, a pedido da gula.

 

Leio todos os dias muitos blogs de culinária, apesar de ter má fama entre os tachos, e adoro ver receitas de pequeno-almoço. Talvez por serem tão bonitas. Taças cheias de cor, pousadas sob toalhas brancas, e cozinhas gigantes ao fundo. Marketing, talvez, mas resulta! Pelo menos comigo, que sou uma fácil. 

Compro os ingredientes xpto, imagino a boa da taça na minha mesa ( revestida por uma toalha não tão branca nem tão engomada), cheia de granola de amêndoa, iogurte natural e fruta. Fruta vermelha! 

Depois acordo, levanto-me de olhos semi fechados, e corto o pão para as torradas. Não resisto! 

Aqueço a água na chaleira eléctrica, deixo cair a manteiga da primeira prateleira, enquanto procuro pelo queijo fundido (que afinal está na porta), e espremo o limão. Junto-lhe o mel. Lambo a colher e depois os dedos.

 

Lá se foi a granola chique! Desisti de tentar.

As minhas manhãs não têm sabor a modas, nem a bagas de goji, nem pouco mais ou menos! As minhas manhãs sabem a mel. Sempre.

Seja com sumo de limão, misturado com queijo fresco, ou apenas à colherada. 

 

 O mel é o sabor do começo do dia. De todos os dias e de tudo aquilo que há para fazer. E há tanto...

 

Mesmo daqueles em que adormeço com um travo a limão, azeda... mesmo nesses, acordar é babar por uma colher de abelhas.

E meia, uma colher e meia. 

 

Love*Love*Love  

 

Foto: fonte