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"Não era bem abrir a porta, era deixar de ter porta… sim, era isso"

 

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Há mais ou menos um ano fiz uma reportagem que me tocou particularmente. E agora é a parte em que vocês dizem “que tudo me toca” (metaforicamente falando, claro está!) e não deixa de ser verdade…. Mas esta história, a história da Isabel, entrou-me pela casa a dentro, abrindo um rasgo de luz na porta que dá para as traseiras da vida. Fazendo ranger as tábuas... que é como quem diz “abanando-me os ossos”. A Isabel abanou-me.

Um dia acordou e percebeu que a vida poderia ser mais do que era…. decidiu que tinha obrigação de o ser! E mudou. Ela, por ela, com ela e mais ninguém… ouvindo-se a si, à fé que tem no mundo, e à urgência de ser feliz! “Ser feliz”, esse conceito quase infantil que repetimos sem praticar.

A reportagem da Isabel teve como intuito inspirar quem a visse na televisão, e acabou “batendo e voltando para trás”, que é como quem diz tocando-me a mim… que a desenhei.  

Como todos sabem despedi-me do trabalho que tinha há coisa três meses. Deixei-o há um. (podem ler aqui).

E uma decisão que poderia ser apenas um detalhe da vida, revelou-se o rastilho que me acendeu. Que me reacendeu.

Lembro-me do dia em que percebi que a vida que estava a viver não me era suficiente. Do segundo em que estava no carro, sozinha, a conduzir (há lá maior clichê do que a decisão tomada ao volante?) e percebi que precisava abrir a porta e deixar a luz entrar. Não era bem abrir a porta, era deixar de ter porta… sim, era isso!   O segundo em que a ouvir esta música senti que já não me sentia da mesma forma.

 

Dou comigo a pensar muitas vezes nisto: que o universo pode até piscar-nos o olho, mas  que temos de ser nós a dar o primeiro passo. A ir, na fé, na cara e na coragem!

Sei que para muitas pessoas isto não faz grande sentido… mas quis vir aqui, a correr (ando sempre a correr) dizer-vos isto. Que às vezes a mudança começa por uma coisa pequenina… por um nada que se agiganta. Por uma ponta solta que nos devolve. Que nos acredita. Por dentro.

Estou num momento entusiasmado da vida. Cheia de pontas soltas que precisam ser “enfiadas” no novelo. Sem grandes certezas e com a estabilidade ali a bater no “zero”. Estabilidade no sentido de saber o que vem depois. O que me espera… em diferentes esferas da vida.  Não tem mal. Não hã problema… vai correr tudo bem!

 

Vim aqui dizer-vos que a vida é boa quando abrimos a porta, mas que é só quando deixa de haver porta que a magia acontece,  que isto se torna para lá de  incrível.

 

Love

Elza

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