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Não sou uma miúda (de) padrão

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Não sou. Nem no nome que a progenitora escolheu (provavelmente num pico hormonal provocado pela gravidez),  nem na alma que Deus me deu, e que ainda hoje pergunto "porquê?". 

Não sou uma miúda padrão nem uma miúda de padrões. De estampados, de floreados, de bordados e  macacadas (já repararam que o ananás, o cacto e a folha de palmeira estão por toda a parte? Que fartação!) 

Eu sou a miúda da t-shirt preta, do top branco, do cinzento rato e do verde azeitona. Do eterno “menos que é seguramente mais”, do “tudo que dá com tudo” e que deixa espaço para que se veja aquilo que acredito ser o que realmente nos veste: o que somos debaixo da traparia! 

Nem sempre fui assim. Eu era uma tipa garrida! Que adorava "chocar" pela diferença e que não suportava o “somos todas iguais, só muda a etiqueta”.  E divertia-me muito nessa acidez.

Lembro-me de aos 8/9 anos ter uma camisola da DKNY amarela néon, e de TODA a gente a achar HORROROSA. Pois eu cá gostava dela por amor e desconfio que precisamente por isso: por ser mal amada! 

 No fundo, toda uma vida o “tchanammmm-surpreeeesa” me fez cócegas na barriga. 

Algures pelo caminho, não sei bem onde, rendi-me ao minimalismo que no fundo bate certo com aquilo que sou. 

No outro dia vesti esta camisa e senti-me bem. Não que seja espalhafatosa ou diferentona, mas a mistura de cores (que raras vezes uso) trouxe-me de volta a sensação de atrevimento de que o pequeno  órgão vital precisa.  De sair da segurança que a elegância dos clássicos nos traz e enfiar qualquer um bocadinho menos provável.

E estas palavras podiam ser apenas sobre a camisa LINDONA que trago vestida. Não são.

Isto sou só eu a falar-vos da vida.  Que precisa que as pessoas fora do padrão às vezes vistam padrão. 

Que precisa de cor e de neutralidade. De néon e de cinzento rato. De sofisticação e de simplicidade.

 

De almas libertinas....  imaculada e classicamente libertinas. 

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