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O nosso lugar no mundo… é o próprio mundo!

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Tenho estado no México a trabalho. E sobre a experiência falarei mais tarde, quando as horas se acertarem e os dias voltarem a ganhar alguma normalidade. 

Para já, o que tinha de vos dizer, e não conseguia guardar só para mim (tenho um coração lambareiro!) é que o México me entrou órgão vital a dentro, invadindo o cartel dos meus sentimentos mais amaricados!

E nesta "tomada de posse" absolutamente inesperada, por uma semana,  senti-me (mais do que de casa) longe, tão longe,  da vida que o ocidente nos impinge. Da felicidade que se compra e que se vende. Da urgência dos dias, da ambição das carreiras, e do cinzento rato que nos paira nos ombros e nos tinge os pulmões.De ansiedade, de reservas em relação a nós e aos outros. De um egoísmo que nos é cada vez mais natural. 

Apaixonei-me por um México onde me senti "eu", como há muito não sentia. Um México que me  permitiu estar só comigo ainda que sempre rodeada de gente. E vocês sabem como eu gosto de gente! 

 

Apaixonei-me por esse México, que fura o mar de corda na mão. Que nos descabela ao vento e escalda os ombros. Que nos canta Cucurrucucu ao ouvido.

Apaixonei-me por este México,  que me relembrou daquilo que volta e meia me esqueço: que o nosso lugar no mundo é o próprio mundo. Que o que se leva da vida... é só a vida que se viveu. 

 

Até já.... México. Mi amor. 

 

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