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O Outono.

Se eu mandasse neste mundo, para além de criar bolas de Berlim com efeito adelgaçante e um túnel directo entre a minha sala de estar e os chuveiros do plantel do Benfica, criava também uma lei que resumisse o Inverno à noite de Consoada. Ao dia de Natal também, vá.

Isto porque não há ninguém neste mundinho-tamanho-ovo-de-codorniz que  deteste mais o Inverno do que eu. A parceria ''chuva e vento'' dá-me  cabo dos nervos e transforma-me o pequeno órgão vital numa mísera uva passa.

Contudo, e porque há vida depois do Verão, devo confessar que o Outono me amansa o espírito. Que depois de tanta chanata, tanto calção, e de tanta pele ao léu, me sabe bem este recato que Outubro nos traz. 

Este sol morno que ainda pede rua mas que troca o gelado pela castanha assada. A coca cola pelo cappuccino.

Quando chega o Outono a minha casa sabe-me melhor. A cama é mais amiga, a chama da paixão  reacende e é toda uma safadesa entre mim e o sofá da sala.

Já estou farta dos trapos de Verão (não sentem que já vestem todos os dias a mesma coisa?), e já não me apetece pintar a unha do pé! Sabe-me a pato este fresquinho que não chega a ser frio e esta luz esmorecida que empurra os biquínis para o fundo da gaveta. 

 

Gosto do Outono quando me esqueço que é primo do Inverno. Que depois de um vem logo o outro e que às vezes nem chega a aquecer o lugar. Que quando menos se espera vem uma rabanada de vento e uma chuva ensopada.

 

Gosto do Outono quando me esqueço que depois dele chega o Inverno. E depois gosto outra vez mais bocadinho, quando penso que Inverno é Natal e que Natal é tudo de bom.

 

outono.jpg

 

 

E é isto. Pessoas fofinhas. 

 

A foto vem daqui

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