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Os meus, os teus, e os nossos (que título bonito!)

Umas das coisas que me aborrece nisto das relações sérias (para além de se chamarem '' relações sérias'') é a cena da divisão. Não é a divisão das pipocas no cinema, da sobremesa no restaurante (luto pelo recheio do petit gâteau com todas as minha forças) , ou a divisão do  lençol polar, que em noites de rigoroso Inverno se transforma no mais sério objecto de disputa.Não. 

Refiro-me à inevitável divisão de Natais entre a família dele e a família dela (quando uma porrada de quilómetros os separam, pior ainda).  À divisão de fins de semana e às jantaradas de amigos, porque ambos querem que o outro faça parte da sua grupeta e se sinta incluído. Dividir, dividir, dividir. 

Eu nunca fui moça de ''grupos''. Gosto de muitas pessoas com que me cruzo ao longo da vida, separadamente. Gente dispare. Malta que nem se conhece entre si e que frequenta ambientes completamente diferentes.

Já do Dom Homem não se pode dizer o mesmo. O Alexandre tem ''O'' grupo. Uma cena assim menos emotiva do que o Benfica, mas igualmente clubística se analisada a fundo. Só falta mesmo haver grito de guerra e pagamento de quotas.

Quando conheci os amigos dele éramos apenas ''amigos com beneficios''. Não havia relação nenhuma, não fui apresentada como namorada oficial, o que tornou tudo muito mais fácil e descomprometido. Basicamente adorei-os. Assim, à primeira.

Em certa medida fizeram-me lembrar os meus alentejanos, mas sem a parte do sotaque. Tudo ali tinha muito de família, de humor e de verdade... gente boa! Gente que não me faz revirar os olhos e arder por dentro sempre que há ''eventos sociais''. Pelo contrário! Gosto de estar com eles e muitas vezes sou eu que pomovo o estarmos juntos.

 

Isto para dizer que os amigos do homem estão a tornar-se também os meus amigos. E que essa é uma das melhores coisas (entre tantas) que esta relação me trouxe. Um valente carregamento de pessoas boas. Pessoas de quem já gosto independente da nossa relação, e isso é só assim para cima de espectacular. 

 

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 Aqui, a dizer ''olá'' ao ano novo, acompanhada por dois exemplares da espécie ''o grupo''. Umas belas bolachas Maria, resumidamente. 

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