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Pensem na cara da derrota. Eu.

Meus queridos leitores, pessoas extraordinariamente selectivas, inteligentes, sensíveis e tudo e tudo e tudo, coisas má lindas "das sus ruas". Como vão essas ossadas, heim? Geladas da quinta casa, pois com certeza! 

Pois que esta vossa querida amiga veio aqui hoje só mesmo desabafar. Desabafar não, queixar-se, como "pura lusitana" que é. Afinal, o que seria das redes "sociales" sem um bom momento de queixume? Nadica de nada, claro está. 

Ora bem, esqueçam tooooda a positividade de que vos falo por aqui, toda a energia que tento transmitir-vos nas publicações, e até mesmo o sorriso no rosto que vos vou mostrando POR AQUI. É tudo falso, meus amigos. Sim, sim... tudo falso. Esta que vos escreve não é hoje mais do que um trapo velho, encardido, esfarrapado nas pontas, e cravadinho em nódoas de gordurança. "E porquê?",  perguntam vocês, igualmente sonsos, fingindo-se de muito preocupados. 

Porque há coisa de um mês deixei o meu horário de pessoa descasada (entrava às 10h00) e passei a bater com os costatos na SIC, todas as manhãs, às 7 horas. E chegar às 7h implica sair de casa às 6h30, que por sua vez significa saltar da cama às 5h50! Isto se não lavar o cabelo, porque se precisar lavar/secar são pelo menos mais 30 minutos!!!  Agora, perante este cenário de terrível horror horrendo, vocês DIGAM-ME como é que uma pessoa pode continuar a acreditar na vida? Mais, vocês expliquem-me o sentido dos dias quando a porcaria do despertador está programado  para apitar às "5h45"?  

Todas as manhãs, quando a moenga do "pi pi pi pi... pi pi pi pi" dispara, sinto muita vontade de telefonar a dizer que caí da cama e perfurei duas costelas, na "quina" na mesinha de cabeceira. Depois lembro-me que a casa é nova, que ainda nem tenho mesas de cabeceira, e que para as comprar preciso ganhar dinheiro. E lá me levanto, com um olho meio aberto, outro meio esguelha, e procuro (às vezes sem sucesso) o caminho até à porta... até à casa de banho. 

É tudo uma correria, um escolher roupa sem trambelho, um "zerinho" de animação, de vontade de me arranjar, de me maquilhar, ou de qualquer outra coisa que esteja para lá do "enfiar um trapo, escovar os dentes e fechar a marmita.

E o que me custa ver o homem dormindo, ferrado que só ele, no quentinho dos lençóis ultra polares? Só Deus sabe. 

E nisto, quando chego a casa ao final da tarde, só me apetece "estiraçar" no sofá e morrer ali meia horinha. Ou uma, vá. Sem ligar o computador, sem por aqui passar... sem nada desta vida. 

 

Pronto, já desabafei, já deitei o desconsolo todo cá para fora, e agora vou mergulhar-me em mantas, almofadas e cenas. Que isto já são dez horas e bem vistas as coisas já só vou dormir 7 e picos. 

 

Valha-me Nossa Senhora do Castelo. Coragem. Coragem.

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