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Restaurant Week - Petra Rio

 

É verdade que este ano deixei passar o começo do Restaurant Week, e que quando ''dei por ela'' já os meus restaurantes favoritos estavam esgotados. 

É verdade sim senhora, e como nesta vida ''quem primeiro chega, primeiro se avia'', tive de me contentar com o que restou.

Mesmo assim, tarde e más horas, o que não faltava pelo site da Best Tables eram propostas e sugestões. Dezenas de restaurantes! 

Por sugestão de uma amiga, fui então experimentar o Petra Rio, que fica ali no Parque das Nações, mesmo por trás do Casino de Lisboa.

Já lá passaram mil vezes e nunca avistaram tal coisa? É natural! Também eu nunca o tinha visto nem sequer ouvido falar. 

O menu parecia bom (e não tinha cogumelos nem bacalhau, duas coisas interditas ao mundo gastronómico do Dom Homem), a recomendação era a melhor, e como não estávamos em posição de ser esquisitos, lá fomos. Sábado.

E então o que é que eu tenho a dizer do Petra Rio? Pouca coisa meus amigos, pouca coisa! 

Logo para abrir destaco a falta de simpatia dos empregados que por lá andam, hora mudos, hora calados, como se as palavras gastas lhes fossem descontadas ao final do mês! 

Pois que cá para o meu lado estão confessados! Para mim, a forma como sou recebida é SÓ fundamental. Aliás, a comida pode nem ser assim nada de especial, mas se as pessoas forem atenciosas, simpáticas e profissionais, até sou capaz de lá voltar. Já o contrário não acontece. 

Nunca, em momento algum, nos foi perguntado se estávamos a gostar, se a comida estava boa, ou se precisávamos de alguma coisa! Zero! Menos um!  

Depois, e como a malta vai lá é para comer, o Menu. Não me convenceu. 

A entrada, camarões com ovos mexidos e vinagre balsâmico, estava muito mal temperada! E olhem que para eu, que mal toco em sal, dizer que está insonso é porque está mesmo! Já a que o Alexandre escolheu estava bem melhor. Não que fosse estupidamente bem confeccionada, mas porque tinha elementos infalíveis: queijo de cabra e marmelo! O contraste doce-salgado raramente desilude e neste caso funcionou muito bem. 

 

Já os pratos principais poderiam perfeitamente ter sido feitos lá em casa. Por mim, que sou só a pior cozinheira do milénio! 

Para ele, um bife de vaca (com excesso de gordura), envolvido em molho pimenta e acompanhado por batatas selvagens. Normalíssimo. 

Para mim, linguine com camarão e legumes. Mau. Muito mau! Basicamente, despachei os camarões e os legumes (cogumelos e courgete), deixando a massa toda no prato. Fui incapaz de terminar!  O molho demasiado espesso colava-se no garfo. Frio, pastoso, fazendo lembrar massa com molho de natas, aquecida, de um dia para o outro. 

''Bom, que se escape a sobremesa'', pensava eu, a cada garfada. 

 

E escapou! Primeiro porque era doce, e tudo o que é doce é mais facilmente aceite. Comi uma tarde de iogurte com molho de frutos vermelhos, muito ao estilo cheesecake, também ela normal, mas normal-boa. 

O homem comeu uma especie de mousse-gelado de chocolate, também ela mediana. 

E pronto. Foi isto... valeu pela companhia, pela boa conversa, e pelo cariz social do evento.

Para a próxima lá estaremos, com certeza, esperemos que com um bocadinho mais de sorte! 

 

Petra Rio? Não. 

 

PS. Não sei se, por tratar-se de uma semana ''particular'' como esta, houve um decréscimo de qualidade. Mas se assim foi, então é muito pouco inteligente por parte da gerência. O Restaurant Week é uma ''montra'', uma forma simples e gira de dar a conhecer espaço e sabores às pessoas. De cativar possíveis clientes! 

Até porque uma coisa é certa: quem gosta MUITO, volta sempre! Mesmo que apenas para assinalar uma data especial. Mesmo que com um orçamento reduzido.... mas volta. 

Já quem não gosta, nunca mais lá bate os pés. Mesmo porque aquilo que não falta em Lisboa é restaurantes a experimentar.