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Sabiam?

Ontem foi o dia Mundial da Nutella, sabiam? 

Não, não estou a brincar. Ontem foi mesmo o dia internacional do melhor creme de avelã alguma vez criado. Pela parte que me toca, acho que, no mínimo, nos deveríamos todos ter lambuzado num frasco inteirinho. Dos grandes, e comido à colherada!!! 

 

 

Se alguém me perguntar qual o sabor que mais, e melhores, recordações me traz à boca, eu respondo sem pensar duas vezes: Nutella!

''Isso é a gulosice a falar por ti'', pensam vocês. Mas enganam-se! 

Sou filha de emigrantes em França, e por isso ''ainda sou do tempo'' em que não havia Nutella em Portugal. Ainda sou do tempo em que a Nutella ( os queijos e o Rocoré) chegavam aos correios por encomenda, em caixas castanhas de papelão, que eu e o meu pai trazíamos para casa, já com água na boca...

O meu irmão era quem mais gostava (e ainda gosta) de comer pão com Nutella. Paio a acompanhar (sim, é comendo Nutella com paio que o meu irmão satisfaz o desejo doce-salgado. Digamos que Nutella com paio é a sua versão criativa de ''melão com presunto'', vá).

Durante as férias de Verão a família regressava de França e a Nutella estava sempre na mesa. Gastávamos frascos e frascos de Nutella durante aqueles três meses de festa, de convívio e de sol! 

Nutella nas torradas ao pequeno-almoço. Nutella nas sandes que levávamos para a piscina municipal. Nutella nos crepes ao lanche. Nutella à colherada, quando chegávamos a casa, já mais crescidos, por volta da meia noite, naquela fome (ou gula) própria dos quinze, dezasseis anos! 

 

Nutella, Nutella e mais Nutella... ainda no tempo em que não havia frascos e que era apenas vendida aos copos. Copos que a minha avó lavava e que transformava nisso mesmo: em copos para a mesa! Tínhamos um armário cheio de copos. Tínhamos Nutella nos dedos, nos cantos da boca e muitas vezes nas camisolas! 

É por isto que a Nutella tem um gosto especial cá em casa. Para além do maravilhoso sabor a avelã, claro, a Nutella sabe a família, sabe a reencontro, e sabe inevitavelmente a saudade.

Lembro-me de vir viver para Lisboa e de ter sempre um frasco de Nutella na dispensa. Era como ter um pedacinho da minha mãe por cá. Era como estar mais perto de casa. Era ter o gosto dos meus ali... pronto a ser cheirado a qualquer altura, a ser lambido na ponta dos dedos.

 

Love*Love*Love

 

 

Fonte da foto