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Sempre o tempo.

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que nos encaixa debaixo da asa e vai. Vento a fora. Mundo a dentro. Connosco a reboque, num amedronto disfarçado de passeio e de sorte.  Que não é.

Sempre o tempo. Que nos rouba dos sítios e das pessoas. Que deixa o "agora" agarrado ao chão. Que nos descola uns dos outros. Que nos arranca uns dos outros. 

O tempo corrido que não sabe andar para trás. Que não tem articulações. Que tem pontos no coração. 

É sempre o tempo que nos leva. Que nos deixa. Caídos por acidente num pedaço de chão. Outro chão. Outro colo. 

 

E caímos desasados. De cabeça no chão.  E cosemo-nos com pontos atabalhoados. Como aqueles, que o tempo tem, a unir-lhe o coração. 

 

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