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Sim, hoje despedi-me.

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E se vocês estão a ler isto então é porque passaram dois meses, e hoje é oficial.

Hoje, despedi-me. Desprovida de "plano B",  com casa comprada há menos de 6 meses, e sem pais ou marido rico (coisa que nesta altura do campeonato dava um jeito do caraças).

Hoje despedi-me sem cartas na manga e não vim aqui dizer-vos “olhem todos para mim, com testículos de rapazinho até aos joelhos”. Não vim.

Mesmo porque tenho o pequeno órgão vital “bambo das pernas”.  Tanto quanto possam imaginar, para lá do que possam saber.

Hoje demiti-me, não porque estivesse mal mas porque não sei sentar-me no meio da estrada. De pernas cruzadas. Porque sou “tonta de sonhos” e senti que estava na hora de seguir caminho. Já canta o nosso Jorge. 

Hoje, informei a empresa que tanto respeito, e que tantas oportunidades me tem dado, que vou embora. De mãos a abanar e com a alma, aflita de vida, a pedir compreensão… a pedir um bocadinho de desculpa também. Por ser como é.

Hoje despedi-me sem saber nada sobre aquilo que vem depois e mentia-vos se dissesse que este vazio só me assusta. A estranha verdade é que esta sensação de “agora tudo pode acontecer” também me alimenta. Me enche os balões de ar quente. Me desenha borboletas no estômago.

E vim aqui contar-vos isto porque achei que desse lado poderia estar alguém como eu. 

Alguém que não controle esta vontade de  querer saber o que escondem as mãos fechadas da vida.  

Hoje despedi-me e estou aqui a contar-vos. Ainda ninguém sabe…. Só eu.  Só nós.

Hoje despedi-me porque acredito de uma maneira quase infantil que a vida só pode ser isto….esta inquietação. Esta pontada nas costas que nos tomba para a frente. 

Hoje despedi-me porque aprendi a ouvir-me... e hoje, o que me digo, é qualquer coisa como: "vai, não sejas mariquinhas e vai. Vai, que tens tudo por fazer". 

 

E pronto. Aqui vou eu...na cara e na coragem. Atrás de ti. Mundo. 

 

 

LOVE.

Elza.

 

Escrevi há dois meses. Nos “entretantos o telefone (já) tocou 

 

 

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