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Tal qual uma progenitora desnorteada!

Sabem aquelas mães que mal dizem da vida sempre que lhes é pedido que se afastem das suas pequenas crias? Aquelas que só saem sem os putos debaixo do braço para lavar a cabeça no cabeleireiro do bairro uma vez por semana, ou para ''fazer as unhas'' com aquela amiga que ficou desempregada e que agora atende em casa por 10 euros? Sabem? Pois bem, estou tal e qualinho...mas em relação à casa, claro! Mudei-me no dia 3 de Março e desde então chegar «à la maison» tornou-se a melhor parte do meu dia. Um coisa assim para lá de espectacular...uma bola de Berlim com creme que me é dada todos os dias depois das 20h. 

Dentro de poucas horas estou a caminho do Porto (que eu adoro do fundinho do coração, entenda-se) e onde vou passar a próxima semana em trabalho. Vou animadita, vou com vontade, mas vou também cheia de saudades da minha rica casinha. É ridículo, eu sei. Mais, se ouvisse uma das minhas amigas dizer tamanho disparate prometia-lhe um pontapé no céu da boca. Juro que luto contra este meu lado ''mulherzinha'' com todo o meu fulgor, mas volta e meia dou comigo a pensar nas canecas lindonas que vi na FNAC e que ficavam mais lindas ainda na minha cozinha queridinha. Ahhhhhhhhhhhh que horrrrrrorrrrrrr! (Amigos e familia, se um destes dias eu recusar uma tarde de ''combibio''  alegando ter muita loiça para lavar, vocês espanquem-me). 

Enfim....

Deixo o homem a tomar conta do pedaço e vou, já a pensar no regresso.

E agora que escrevo dou por mim a pensar que talvez isto nem seja mau de todo.

Que talvez a melhor parte da vida seja mesmo esta: a vontade de ir e o desejo de voltar.... Ter para onde e para quem voltar.

 

É bonito, não é? Pois, mas sinto-me parva na mesma.

Desejem-me boa viagem, seus pandas de primavera. Eu BOU mas BOLTO.

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