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Um homem realista

Como já disse muitas vezes (quando estou entusiasmada torno-me repetitiva) eu e o Alexandre estamos à procura de casa para arrendar. Se por ventura alguém conhecer um simpático T1, jeitoso e descomprometido, estamos disponíveis para encontro! 

Não queremos mudar amanhã mas queremos que aconteça ainda este ano. Para que 2014 seja aquilo que prometi (de mim para mim) que seria: um ano de mudanças e de viragem. Um ano bom. 

E nisto de sonhar com assoalhadas, janelas, pratos e quadros na parede, o melhor é mesmo isso: sonhar. Imaginar como será. 

 

E se imaginar é altamente, ter os pés no chão é fundamental. Estabelecer limites, criar um esboço materializavel. Qualquer coisa entre o ideal e o possível. E se por norma a exagerada e sonhadora sou eu, desta vez o homem bate-me aos pontos.

 

Ontem, enquanto trabalhava, enviou-me o link desta casa. Para ver e dar a minha opinião. Pois que é muito linda, sim senhora. E é fácil (facílimo) imaginar-me feliz lá dentro, com os meus futuros sofás cremes cobertos pelas minhas futuras mantas étnicas. 

Pormenor: Esta casa custa SÓ o dobro daquilo que podemos pagar. 

E nisto, perguntei-lhe se tinha visto o preço. Disse-me que sim. E voltei a perguntar porque raio me estava a mostrar uma casa pela qual não posso pagar. ''Porque é bonita'', respondeu.

 

E de repente, senti-me exactamente como me sinto, no Verão, quando a minha mãe diz ''olha, vai ali o senhor da bola de berlim'' e depois se lembra que deixou a carteira em casa. Uma desilusão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 É lindo, não é? 

Resta-me o consolo de saber que seremos sempre felizes. Em qualquer lugar. Desde que seja o nosso lugar.

(E não tenha azulejos floridos na parede da casa de banho, naturalmente).

 

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