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Voltei, voltei, voltei de lá... ainda ontem estava em ''coma'' e agora já estou cá.

Estou a escrever-vos do escritório, nesta (mísera) meia horinha de almoço. 

''Mas só tens direito a 30 minutos para engolir as sopas, pequena Isaura?''  Não, mas estou  tão moída que me custa levantar os costados da cadeira, acabando por almoçar à secretaria, entre phones, papelada, e lentilhas aromatizadas (querem muito a receita, não querem? Logo vi).

Não tenho escrito a ponta de um carolo por falta de vagar e de coração. Ando nervosa com tudo o que tem mudado, e ainda que quase tudo esteja a caminhar para o lado solarengo da vida sou incapaz de desfrutar sem que o pequeno órgão vital se encolha, cagadinho de medo. É normal? Também se amedrontam com a felicidade, ou serei eu a rainha das ratas taralhocas? Esclareçam-me.

O homem diz sou o meu próprio entrave. Que me complico. O homem tem razão.

Enfim...Estive dois meses sem trabalhar (a última vez que parei ainda os mocassins estavam na moda) e regresso agora à vida com novo projecto (é ''de bem'' dizer projecto, não é?). Estou a trabalhar em televisão, num cargo diferente e mais próximo daquilo que sou, mas voltei à lenga-lenga do costume. (Hei de fingir até à morte que que isto de viver tresloucadamente me atormenta. Onde já se viu admitir ao mundo que a vida de cão nos alimenta a alminha?)

Estou sem rede, como sempre, sem saber se amanhã continuo no pequeno ecrã ou na charcutaria do Pingo Doce (sim, porque se é para trabalhar num supermercado que seja numa secção que me obrigue a usar touca. Não ter de pentear a cabeleira de manhã é o sonho de uma vida), mas tudo bem.

Sinto-me feliz por estar de volta ao mercado, mas sinto-me ainda mais ''upa upa lá para cima'' por voltar para casa ao fim do dia. Porquê? Porque finalmente estou na MINHA casa. Minha não, nossa. Não me acostumo à ideia de que  agora o meu quarto passou a ser ''o nosso quarto''. Não pensei que tal coisa me fosse acontecer antes dos 40 anos, mas estou feliz.

Feliz e apaixonada. Pela casa e por tudo aquilo que representa. Não quero alongar-me. A casa nova merece um post só para ela... caregadinho de piroseiras boas.

Para já, vim só dizer que estou de volta à vida e ao blog. Que saí do coma.

Com novo projecto, numa nova casa e sim... com mais um ano no rabo! Cheguei aos 25 e os meus dias enquanto ''miúda de vinte anos'' estão contados.

Não tarda serei uma gaja com quase trinta, a lutar contra a gravidade e a marcar consulta com o Ângelo Rebelo.

Não há como escapar.

 

 

 

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